O Ministério Público Federal em Brasília pediu à Polícia Federal nesta segunda-feira (27) a abertura de inquérito criminal para investigar o chefe

Redação Publicado em 28/01/2020, às 00h00 - Atualizado em 19/05/2022, às 01h35
O Ministério Público Federal em Brasília pediu à Polícia Federal nesta segunda-feira (27) a abertura de inquérito criminal para investigar o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Fabio Wajngarten.
A investigação visa apurar apurar supostas práticas de corrupção passiva , peculato (desvio de recursos públicos feito por funcionário público, para proveito pessoal ou alheio) e advocacia administrativa (patrocínio de interesses privados na administração pública, valendo-se da condição de servidor).
O pedido do MPF ocorre após uma série de reportagens da Folha de S. Paulo que indicam Wajngarten como sócio majoritário da Fw Comunicação , que recebe dinheiro de emissoras de TV (entre elas Record e Band ) e de agências de publicidade contratadas pela própria Secom e outros órgãos do governo de Jair Bolsonaro .
De acordo com o jornal, o secretário estaria privilegiando as empresas com a qual a FW Comunicação tem contrato. O caso correrá em sigilo. As penas previstas para os crimes de corrupção passiva e peculato variam de 2 a 12 anos de prisão, além de multa. No caso do crime de advocacia administrativa , aplica-se detenção de um mês a um ano.
Procurado na segunda-feira, Wajngarten não se manifestou. Ele tem negado irregularidades. A legislação vigente proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. A prática implica conflito de interesse s e pode configurar ato de improbidade administrativa , se demonstrado o benefício indevido.
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