O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal denúncia contra Dejavan Esteves dos Santos, conhecido como Armeiro, e Wenderson Eduardo

Redação Publicado em 09/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 14h49
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal denúncia contra Dejavan Esteves dos Santos, conhecido como Armeiro, e Wenderson Eduardo Rodrigues Francisco, identificado como Cara de Vaca. De acordo com o MPF, eles foram os responsáveis pelo assassinato do agente de polícia federal Ronaldo Heeren, ocorrido em 13 de fevereiro de 2020.
A denúncia foi apresentada ontem (8). O MPF diz que ambos atuavam como seguranças clandestinos do grupo miliciano que domina a Comunidade do Rola em Santa Cruz, na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro.
Segundo o MPF, Heeren retornava de uma diligência em Santa Cruz, em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal, quando ele e o colega que o acompanhava foram abordados pelos milicianos, na esquina da Rua Ibicoara com a Rua F.
Os criminosos, então, teriam descido do carro com as armas em punho, apontando para os policiais e, em seguida, efetuado diversos disparos, “por acreditarem que eram traficantes de drogas da facção denominada Comando Vermelho, que estariam pretendendo retornar à localidade”, diz o órgão, em nota.
De acordo com o MPF, Dejavan e Wenderson eram foragidos da Justiça Estadual e foram presos pela Polícia Federal em 20 de fevereiro deste ano, quando estavam escondidos em uma casa em Sepetiba, bairro localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
“Ao revistarem o imóvel, os policiais federais encontraram duas pistolas, sendo que uma delas foi comprovadamente utilizada para atirar contra os policiais, conforme constatado pela perícia realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal”, diz o MPF.
Heeren foi atingido na cabeça e morreu no local. O companheiro dele conseguiu fugir e se abrigar numa das casas da redondeza, até ser socorrido pelo reforço policial.
Segundo o MPF, com o objetivo de enganar os investigadores, a milícia local determinou que a cena do crime fosse desfeita e que a viatura fosse pichada com inscrições alusivas à facção denominada Comando Vermelho, para que os policiais pensassem que o homicídio tinha sido obra de traficantes, e não de milicianos.
De acordo com os procuradores da República Fernando Aguiar e Eduardo Benones, responsáveis pelo caso, “a morte de um policial federal em serviço é algo inadmissível e, no que depender do MPF, não serão poupados esforços para que a lei seja efetivamente aplicada aos responsáveis”.
Agência Brasil
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