O episódio da morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, após espancamento por seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour em

Redação Publicado em 21/11/2020, às 00h00 - Atualizado às 20h58
O episódio da morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, após espancamento por seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre, ganhou espaço em diversos grandes jornais dos Estados Unidos, EUA e Europa.
Quase todos os veículos que noticiaram o ocorrido, destacaram tanto o episódio de agressão quanto os protestos que se seguiram, sobretudo em São Paulo, onde uma loja do Carrefour foi depredada.
O jornal Washington Post, da capital americana, publicou duas reportagens, a primeira delas destacando o nome da vítima. “Morte de João Freitas, agredido por seguranças do Carrefour, enfurece o Brasil”, foi intitulada uma matéria sobre o caso no Rio Grande do Sul. Outra relatava os protestos no restantes do Brasil: “Morte na vésper do Dia da Consciência Negra no Brasil desencadeia fúria.”
A agência de notícias Bloomberg também destacou o nome da rede de supermercados no título de uma reportagem: “Brasileiros protestam após homem negro ser morto em loja do Carrefour”.
Na França, o jornal Le Monde também deu em seu material destaque ao nome da empresa, que é de origem francesa: “Indignação no Brasil após um negro ser morto por dois agentes de segurança em um Carrefour”.
A rede de TV BBC e o jornal “Guardian”, do Reino Unido, além do “El País”, na Espanha, destacaram a morte os protestos, bem como a agência Deutsche Welle, da Alemanha.
Tanto os veículos dos EUA quanto os europeus incluíram em seus textos comparações do ocorrido no Brasil com os protestos antirracismo ocorridos nos EUA após a morte do americano George Floyd, em Minneapolis, um negro que havia sido imobilizado por dois policiais brancos. Washigton Post, BBC, Detsche Welle e a rádio pública americana NPR mencionaram as semelhanças.
A NPR também destacou declaração do vice-presidente Hamilton Mourão, que afirmou não crer que exista racismo no Brasil.
A notícia também ganhou espaço em veículos da Ásia, como a rede de TV árabe Al Jazeera, baseada no Qatar, e o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.
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