A Missão Juno ao gigante Júpiter chegou à metade e revelou novas imagens de ciclones nos polos do planeta. Ao orbitar o planeta a cada 53 dias, a sonda Juno

Redação Publicado em 14/12/2018, às 00h00 - Atualizado às 08h28
A Missão Juno ao gigante Júpiter chegou à metade e revelou novas imagens de ciclones nos polos do planeta. Ao orbitar o planeta a cada 53 dias, a sonda Juno faz um levantamento científico de polo a polo.
Seus sensores estão medindo a composição do planeta para decifrar como o maior mundo do nosso sistema solar se formou.
Mapear os campos magnéticos e gravitacionais também deve expor a estrutura de Júpiter.

JunoCam registrou ciclones gigantes nos polos — Foto: NASA/SWRI/ROMAN TKACHENKO
Mas imagens da JunoCam, uma câmera que foi instalada para registrar imagens que possam ser compartilhadas com o público – já nos trazem algumas revelações surpreendentes.
Candice Hansen, do Instituto de Ciência Planetária do Arizona, que está chefiando o projeto, apresentou algumas delas na reunião da União Geofísica Americana, em Washington DC.

Imagens detalhadas revelam como uma tempestade adquire o formato de um golfinho — Foto: Divulgação/MARSEC
“Quando fizemos os primeiros registros dos polos, tivemos certeza de que estávamos vendo um território de Júpiter que nunca tínhamos visto”, disse a professora Hansen.
“O que a gente não esperava era que veríamos esses polígonos de ciclones organizadinhos, tempestades com o dobro do tamanho do Estado do Texas. Pensamos ‘uau, espetacular’.”
E depois de 16 sobrevoadas, essas formações ainda estão lá.

A missão tem o objetivo de descobrir a estrutura profunda de Júpiter e o segredo de sua formação — Foto: Divulgação/Alejandro Diaz
Essas “belas fotos” estão começando a dar informações aos cientistas sobre como o maior planeta do sistema solar se formou e evoluiu.
“O objetivo da Juno é estudar o interior da estrutura de Júpiter e entender como ela se expressa no topo das nuvens. É esse o tipo de ligação que estamos tentando fazer, mas ainda não chegamos lá.”
Jack Connerney, pesquisador do projeto, diz que a segunda parte da missão daria ainda mais detalhes sobre “o que faz Juno funcionar”.

As dinâmicas da superfície podem revelar a estrutura profunda de Júpiter — Foto: NASA/SWRI/MSSS/GERALD EICHSTADT/SEAN DORAN
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