A Polícia Civil quer ouvir o maquinista do trem que atropelou o menino Otávio Henrique de Almeida Lemos, de seis anos, na última sexta-feira (2) , nas

Redação Publicado em 07/10/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h15
A Polícia Civil quer ouvir o maquinista do trem que atropelou o menino Otávio Henrique de Almeida Lemos, de seis anos, na última sexta-feira (2) , nas imediações da Estação Saracuruna, em Duque de Caxias. O delegado da 60ª DP (Campos Elísios), Paulo Roberto Lima Freitas investiga se houve intenção de matar ou negligência por parte da madrasta que acompanhava o menino. A mãe da vítima já foi ouvida. Ela contou que é garota de programa e estava trabalhando no momento do crime.
A madrasta de Otávio, Tainá Rodrigues, o acompanhava para a casa da avó materna, em Santa Lúcia, em Caxias, onde ele iria passar o fim de semana. Houve uma queda de energia e a dupla foi caminhando pelas imediações da linha férrea. Em depoimento, a mulher disse que o menino caminhou pelo trilho do trem. Ela contou que alertou para que ele saísse dali. Segundo disse em depoimento, no entanto, uma composição veio e o vitimou.
O menino morava com a avó paterna e, há cerca de sete meses, foi morar com a mãe. O casal havia decidido deixar a criança com a avó depois que Otávio começou a apresentar comportamento inquieto nos últimos dias. A mãe contou ao delegado que está sendo perseguida por conta da morte do filho.
Por conta da queda da energia, a câmera do local não estava funcionando. A madrasta de Otávio foi presa em flagrante, mas responde ao processo em liberdade. Ela é investigada pelo crime de homicídio. Agora, a polícia apura se houve dolo, intenção de matar, ou se houve homicídio culposo (sem intenção de matar) por negligência da responsável.
A Supervia lamentou profundamente a morte de Otávio e disse que acionou o Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) para o devido atendimento à vítima na sexta-feira.
A criança foi vítima do atropelamento por uma composição da extensão Guapimirim que chegava à estação Saracuruna. A SuperVia ressalta que é extremamente importante que a população respeite as normas de segurança e não caminhe na linha férrea, área destinada exclusivamente para a circulação dos trens. O respeito à essa regra é imprescindível para evitar acidentes, que colocam em risco a vida de pessoas que acessam a via de forma irregular, além de causar prejuízos à circulação. Segundo a concessionária, o trem não consegue frear rapidamente. Quando freia, dependendo da velocidade, ainda percorre um caminho de 60 a 400 metros até parar completamente.
Otávio foi socorrido ao Hospital de Saracuruna Adão Pereira Nunes. Ele deu entrada às 19h20 da sexta-feira, com informação de atropelamento por trem, com parada cardiorrespiratória, revertida no local, sendo tentada todas as manobras para a manutenção da sua vida, que resultaram infrutíferas. Foi declarado óbito às 19h45 do mesmo dia, sendo o corpo encaminhado para o IML. A direção informa que o corpo saiu para o IML às 6h15 do sábado.
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O Dia
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