funcionária da Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Benedicta Barros, de Itapetininga (SP), que foi acusada de trancar uma criança de 1 ano e sete meses

Redação Publicado em 06/09/2017, às 00h00 - Atualizado às 15h44
funcionária da Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Benedicta Barros, de Itapetininga (SP), que foi acusada de trancar uma criança de 1 ano e sete meses no banheiro da creche, foi exonerada do cargo, informou a prefeitura nesta quarta-feira (6).
A exoneração foi feita pouco mais de quatro meses depois que os pais da criança registraram um boletim de ocorrência por maus-tratos após notarem atitudes estranhas da menina e descobrirem o que havia acontecido com testemunhas. Na época, um inquérito foi instaurado na Polícia Civil e a prefeitura abriu processo administrativo.
Em nota, a prefeitura informou que a funcionária foi exonerada por conduta inadequada e violência a terceiro. Além de agir com postura inadequada e inaceitável para servidor público, ferindo o Código de Ética.
Em entrevista ao G1, o pai da menina, Marcelo Svoboda, afirmou que agora está mais tranquilo ao saber que a funcionária foi exonerada.
“Alívio. No começo do processo não esperava que isso pudesse acontecer tão rápido. Minha filha continua na creche, pois confio nos demais funcionários, que a todo o momento foram muito atenciosos. Então, a sensação que tenho agora é de alívio”, conclui.
De acordo com a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Leila Tardelli, o inquérito foi concluído e a mulher pode responder por maus-tratos.
“O inquérito foi encerrado e ela vai responder por maus-tratos. Agora o juiz irá arbitrar a penalidade, que pode ser prisão de dois meses a um ano ou pagamento de multa”, explica a delegada.
O inquérito policial foi instaurado em 28 de abril deste ano, após os pais registrarem o boletim de ocorrência de maus-tratos. Segundo a delegada Leila Tardelli, os pais estranharam o comportamento da filha e foram buscar na creche alguma informação que pudesse ajudar.
“Eles desconfiaram da atitude estranha que a menina estava demonstrando nos últimos dias e, ao questionar uma das funcionárias da creche, ela contou ao pai que a mulher, que também trabalha na escola, havia trancado a menina no banheiro, pois ela não queria dormir na hora da soneca”, esclarece a delegada.
A funcionária foi intimada a depor e em 8 de maio confirmou ter deixado a menina no banheiro da creche, mas alegou que a trancou porque a criança estava agitada e com medo do escuro na sala da soneca, onde as outras crianças estavam.
Em depoimento, a funcionária afirmou que o berço da menina ficava próximo à porta do banheiro e, por esse motivo, levou a criança em uma cadeirinha no local para se acalmar, pois lá havia claridade. Ela também defendeu-se dizendo que não trancou a criança deixando-a sozinha, mas ficando com a bebê. Disse também que a ação não durou mais de três minutos.
Outra funcionária da creche foi ouvida pela delegacia. Segundo a colega de trabalho, ela não viu a criança ser colocada no banheiro, pois saiu da sala para entregar outro aluno aos pais. Mas, ao retornar à sala de soneca, viu a menina assustada no banheiro.
Ainda de acordo com a funcionária, em seguida ela repreendeu a suspeita por ter deixado a bebê no local e levou a menina de volta com as demais crianças. A testemunha não afirmou se encontrou a suspeita junto com a criança no banheiro. A colega de trabalho da suspeita foi quem contou à mãe da criança o que aconteceu.
Na época, a prefeitura informou em nota, que um processo administrativo para apurar os fatos foi aberto e que a funcionária seria afastada preventivamente das atividades. Ainda segundo o Executivo, a creche não tem monitoramento por câmeras.

Ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher de Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)
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