O festival de cinema mais antigo do Brasil começa nesta terça-feira (15), em Brasília, e vai até o dia 20 de dezembro. Em tempos de pandemia, o Festival de

Redação Publicado em 15/12/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h32
O festival de cinema mais antigo do Brasil começa nesta terça-feira (15), em Brasília, e vai até o dia 20 de dezembro. Em tempos de pandemia, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB), que está na sua 53ª edição, teve que se reinventar e se adaptar a um novo formato. Este ano, será todo virtual.

O professor de Audiovisual Alex Midigal conta que há anos não perde uma edição da mostra de cinema. Ele lembra que o evento faz parte da construção da cultura audiovisual do país e do cinema nacional. “Eu me lembro, desde os anos 90, assistindo filmes como Baile Perfumado. Nos anos 2000, Amarelo Manga. Foram filmes muito importantes para minha formação. Hoje, sou docente na área de audiovisual muito por esse fascínio que o Festival de Brasília construiu em mim”, conta.
Este ano, o governo local chegou a cancelar o festival em razão da pandemia, mas voltou atrás. O Secretário de Cultura do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, lamenta que o festival não seja presencial, mas reconhece que não haveria como realizar o evento com segurança e os cuidados sanitários para que o público não corresse risco por conta do novo coronavírus. Rodrigues diz que uma das novidades deste ano é o juri popular virtual. “Pelo site da Secretaria de Cultura qualquer pessoa poderá votar no filme preferido”, destaca Rodrigues.
A partir das 23h, o festival será transmitido pela internet e pelo Canal Brasil. Até o próximo domingo (21), os filmes selecionados para a mostra competitiva serão exibidos sempre às 23h. De 680 inscrições de filmes inéditos, 30 foram escolhidos.
O público vai trocar a tela do cinema pela televisão ou pelo computador. Bem diferente dos anos anteriores, o Cine Brasília ficará silencioso, como lembra o curador do festival, o cineasta Silvio Tendler. “Mas espero que ano que vem estejamos todos prontos para lotar novamente o Cine Brasília, para os aplausos, vaias, lágrimas e risos”, diz.
Na programação há espaço também para rodas de conversas. Haverá mesas de debate virtuais com cineastas nacionais e internacionais.
Entre os filmes selecionados, estão o documentário Espero que Esta te Encontre e que Estejas Bem, de Natara Ney, e o filme Longe do Paraíso, de Orlando Senna.
Também o documentário A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro, e A Tradicional Família Brasileira KATU, de Rodrigo Sena.
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Agência Brasil
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