Amanhã (13), uma agenda deve sacudir as discussões políticas e – por que não dizer? – religiosas no Brasil. O Papa Francisco receberá, dentro dos portões do

Redação Publicado em 12/02/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h13
Amanhã (13), uma agenda deve sacudir as discussões políticas e – por que não dizer? – religiosas no Brasil. O Papa Francisco receberá, dentro dos portões do Vaticano, Luís Inácio, o Lula. É claro que eu não estaria escrevendo esse artigo para o leitor se este ex-presidente fosse comum, e não aquele que foi o primeiro preso por chefiar uma quadrilha.

Fernando Holiday || Estudante de história, coordenador do Movimento Brasil Livre e vereador pela cidade de São Paulo
Lula anunciou sua visita com pompa. Disse que dialogará com Sua Santidade sobre as soluções para combater a fome. Apresentará para chefe da Igreja Católica sua versão de homem humilde, que não teve diploma, fugiu da seca e se tornou presidente.
Contudo, certamente excluirá de seu encontro os milhões que perderam seus empregos por conta das ideias nefastas. Provavelmente, Lula não falará sobre as pessoas que voltaram à miséria por conta dos bilhões de reais que ele desviou das empresas públicas. Ele não falará dos quadros do seu partido que apoiam o aborto, defendendo o assassinato – ainda no útero – de crianças inocentes. O discurso de Lula para o sucessor de Pedro será aquele que omite a parte mais obscura de sua história.
“Mas, e o Papa? Por que recebê-lo?”, o leitor mais avesso ao líder religioso deve estar se perguntando. Não nos resta muita explicação para a atitude. Como Chefe de Estado, Francisco não está sendo bem assessorado, e, por isso, talvez não tenha noção do impacto que tal ação possa ter no cenário político ou, pior, talvez não tenha dimensão do sofrimento gerado pelos crimes de Lula. Como Chefe do Vaticano, Francisco falha. E às falhas estão sujeitos todos; não é à toa que a Igreja restringe o poder da infalibilidade papal às questões relativas aos dogmas.
Não obstante, se olharmos a ação somente como a de um líder religioso, ela não fica tão absurda. Francisco representa o cristianismo que perdoa os que se arrependem, abraça os rejeitados e apresenta a salvação aos perdidos. O cristão se nega a praticar os atos pecaminosos, mas não nega abrigo aos pecadores. Resta saber, contudo, se Lula se arrependerá. Ou – como tudo indica – se ele apenas utilizará a fé alheia e os muros sagrados como palanque para os seus delírios de poder.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Virgínia passa mal, faz teste de gravidez e revela resultado

Frente fria traz garoa e frio intenso para São Paulo nesta semana

Cratera aberta durante obra da Sabesp interdita três casas em Osasco

Fies: estudantes com parcelas em dia terão mais tempo para quitar financiamento

Cratera aberta durante obra da Sabesp interdita três casas em Osasco

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Mulher é encontrada morta em estacionamento de UBS na Zona Sul de São Paulo

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação