Por meio de um comunicado estampado em seu site na internet, a Faculdade de Engenharia São Paulo (FESP), localizada na região da Bela Vista, centro da capital

Redação Publicado em 06/02/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h13
Por meio de um comunicado estampado em seu site na internet, a Faculdade de Engenharia São Paulo (FESP), localizada na região da Bela Vista, centro da capital paulista, anunciou o fechamento da instituição. A FESP existe há 45 anos.
No comunicado, o diretor acadêmico da instituição, Guilherme Dias, disse que a crise econômica afetou a instituição, principalmente com o aumento da inadimplência. Ele escreveu no comunicado:
“A crise econômica atingiu empresas, trabalhadores, empreendedores e se estendeu às suas famílias, causando a perda de empregos de quase duas dezenas de milhões de pessoas. Atingiu de forma contundente o setor da construção civil. Para nós, que temos como carro chefe o curso de engenharia civil, o impacto foi devastador, com a perda de empregos de grande parte dos alunos ligados à área, causando inadimplência e afetando de forma incontornável as nossas finanças”.
Com a crise, diz ele, foi preciso aumentar o número de bolsas aos alunos. Com o aumento das bolsas e da inadimplência, a instituição, afirma ele, não conseguiu se manter.
“A instituição, para poder honrar com seus compromissos assumidos, sem gerar mais dívidas, á que irresignada encerrar seus cursos”.
A FESP também informou que está trabalhando para conveniar outras instituições para facilitar a transferência dos seus alunos. E que também irá devolver os valores que já tinham sido pagos pelos alunos tais como matrícula, mensalidade ou outros serviços que não serão mais prestados.
No Twitter, alunos reclamam do fechamento da instituição. Em entrevista (5) à Agência Brasil, Thiago Pires, 20 anos, estudante do terceiro ano de Engenharia Civil na faculdade, disse agora estar procurando outra instituição por conta própria, já que a FESP, “até este momento, não está prestando nenhum auxílio” aos alunos. “No pronunciamento, ela [instituição] fala que dará auxílio na questão de transferência, porém até agora nada”, reclamou.
Pires contou que era um dos estudantes bolsistas da instituição e que ainda não havia pago nada para a faculdade este ano. “Infelizmente, os prejudicados foram os professores e alunos. Gostaria que a faculdade continuasse pois ela era excelente. Provavelmente [agora] vou demorar mais para me formar até porque vou que fazer adaptações em outras faculdades”, disse ele.
ABr
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