Um grupo de artistas pintou no asfalto da Avenida Paulista, em São Paulo, na madrugada deste sábado (21) a frase "Vidas pretas importam". O ato foi um

Redação Publicado em 21/11/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h04
Um grupo de artistas pintou no asfalto da Avenida Paulista, em São Paulo, na madrugada deste sábado (21) a frase “Vidas pretas importam”. O ato foi um protesto pela morte do homem negro João Alberto Silveira Freitas numa loja da rede de supermercados Carrefour em Porto Alegre (RS) na noite de quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra.
Pintada em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), a frase é uma referência ao movimento contra o racismo “Black Lives Matter”, que teve origem nos Estados Unidos em 2013 e ganhou novo impulso após o assassinato do negro americano George Floyd por policiais em maio deste ano em Minneapolis.
João Alberto foi espancado até a morte por um segurança da rede de supermercados Carrefour e um policial na capital gaúcha. Segundo a delegada Nadine Farias Alfor, chefe da Polícia do Rio Grande do Sul, a certidão de óbito afirma que a morte ocorreu por asfixia. Porto Alegre, São Paulo e outras capitais registratam protestos nesta sexta pela morte de João Alberto, conhecido entre os amigos como “Nego Beto”.
O segurança da rede de supermercados e o policial militar foram presos em flagrante e devem responder por homicídio triplamente qualificado. João Alberto foi velado da manhã deste sábado, em Porto Alegre.
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