Mesmo com incertezas sobre a evolução da pandemia de covid-19, o dólar comercial caiu nesta sexta-feira (17). A moeda encerrou o dia vendida a R$ 5,236 com

Redação Publicado em 17/04/2020, às 00h00 - Atualizado às 22h48
Mesmo com incertezas sobre a evolução da pandemia de covid-19, o dólar comercial caiu nesta sexta-feira (17). A moeda encerrou o dia vendida a R$ 5,236 com recuo de R$ 0,021 (-0,39%). A cotação, no entanto, fechou a semana com alta de 2,85%.
O dólar operou perto da estabilidade durante toda a sessão, alternando momentos de alta e de baixa, mas passou a cair nos minutos finais de negociação, seguindo os mercados externos. Na máxima do dia, por volta das 12h, a moeda encostou em R$ 5,28. A divisa acumula alta de 30,48% em 2020.
O Banco Central (BC) interveio no mercado. Como nos últimos dias, a autoridade monetária rolou US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, e fez um leilão extra de contratos novos, sem informar o valor vendido. No início da noite, o BC anunciou que rolará (renovará) integralmente US$ 5,3 bilhões em contratos de swap cambial que venceriam em 1º de junho.
O alívio no mercado de câmbio estendeu-se à bolsa de valores. Depois de dois dias de queda, o índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia em 78.990 pontos, com valorização de 1,51%. O indicador fechou a semana com alta de 1,68%, tendo alternado dias de subida e de queda.
A bolsa brasileira seguiu as bolsas internacionais. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou esta sexta com alta de 2,99%. Na semana, o índice subiu 2,2%.
Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.
No início da semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou que a economia global terá queda de 3% em 2020. Para o Brasil, os prognósticos são piores, com o organismo internacional projetando retração de 5,3% no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país). No entanto, anúncios de que diversos países europeus pretendem amenizar as medidas de distanciamento social após a estabilização dos casos têm reduzido a turbulência nos mercados globais.
O alívio nos mercados de ações não se repetiu no mercado de petróleo, pressionado por dúvidas sobre o acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). No domingo (12), os países do grupo fecharam um acordo para reduzir a produção global em 10 milhões de barris por dia em maio e junho. No entanto, a preocupação com a queda mundial da demanda provocada pela pandemia e a resistência de empresas e de governos a aderir ao acordo influenciam as cotações internacionais do barril.
Por volta das 19h30, o Brent era vendido a US$ 28,08, com alta de 0,93%, mas fechou a semana com queda de 11,5%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, recuperaram-se depois de dias de queda. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 3,53% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) tiveram alta de 2,61%.
A guerra de preços de petróleo começou há um mês, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Há duas semanas, a cotação do barril do tipo Brent chegou a operar próxima de US$ 20, no menor nível em 18 anos. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo na camada pré-sal só é viável para cotações a partir de US$ 45.
AGENCIA BRASIL
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