Investigada por desvio de dinheiro, discriminação e práticas contra a integridade de religiosos angolanos, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) pode

Redação Publicado em 29/01/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h53
Investigada por desvio de dinheiro, discriminação e práticas contra a integridade de religiosos angolanos, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) pode ser banida da Angola . O diretor do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), Francisco Castro, afirmou que é real a possibilidade de que a igreja feche as portas no país, caso as acusações sejam comprovadas.
A IURD vem sendo alvo de protestos na Angola desde o final de novembro de 2019, quando um grupo de 300 bispos e pastores romperam com Edir Macedo , líder da Universal. Ao anunciarem a ruptura, eles denunciaram que a igreja estava praticando doutrinas contrárias à religião, como a exigência da vasectomia e da castração química.
A Procuradoria-Geral da República abriu um processo com base nessa denúncia e está investigando o caso. Existe ainda um segundo processo em andamento, esse para investigar outra acusação, feita pelo mesmo grupo, de que a IURD estaria enviando dinheiro ao exterior de maneira ilegal.
Relatos feitos por pastores à agência de notícias RFI indicam que eram realizadas caravanas para o Templo de Salomão , em São Paulo. Cerca de 300 pastores desembarcavam na capital paulista com quantias em dólar que eram recolhidas na sede da igreja.
Caso as denúncias sejam comprovadas, a lei da Liberdade da Religião da Angola prevê suspensão, revogação do reconhecimento e extinção da seita. Ao se defender, a Igreja Universal diz que tudo se trata de uma “rede de mentiras arquitetadas por ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, de condutas e até por práticas criminosas, com o único objetivo de terem a sua ganância saciada”.
Os processos estão em fase de instrução preparatória e sob segredo de justiça, ainda sem prazo para serem encaminhados para julgamento. De qualquer maneira, segundo Waldemar José , diretor do Ganiete de Comunicação institucional e Imprensa do Ministério do Interior, “há material o suficiente para se deflagrar um processo-crime por se tratar de crimes públicos”
iG
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