O diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda do ministério da Economia, Caio Megale, acertou sua saída do governo. Ele chegou à equipe econômica

Redação Publicado em 26/07/2020, às 00h00 - Atualizado às 21h02
O diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda do ministério da Economia, Caio Megale, acertou sua saída do governo. Ele chegou à equipe econômica ainda na transição e até recentemente era secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.
Megale é a terceira baixa importante na equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) nas últimas semanas. Ao blog, o diretor afirmou que a decisão de deixar o governo foi pessoal e não foi motivada por qualquer divergência.
“Foi uma decisão pessoal. Acho que completei meu ciclo no setor público, foram quase quatro anos”, disse. Antes de integrar o Ministério da Economia, Megale era secretário da Fazenda do município de São Paulo.
“Admiro a liderança do Ministro Paulo Guedes. Mas, do ponto de vista pessoal, era o momento”, afirmou Megale.
Na sexta-feira (24), o Banco do Brasil comunicou ao mercado a saída de Rubem Novaes da presidência da instituição.
Segundo fontes do Ministério da Economia, Novaes já vinha pedindo para deixar o banco e deverá ser assessor especial de Guedes – inclusive desempenhando parte das atribuições de Megale, como o contato com setores da economia no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Há pouco mais de um mês, foi anunciada também a saída de Mansueto Almeida, então secretário do Tesouro. Ele já estava no cargo no governo anterior.
Outra mudança de peso na equipe econômica realizada recentemente foi a saída do secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo.
Troyjo foi indicado pelo governo brasileiro para a presidência do Banco dos Brics, em Xangai. Para substituí-lo, Guedes escolheu Roberto Fendt, do Conselho de Negócios da China.
A pandemia do novo coronavírus representou uma abrupta mudança de rota para a atual equipe econômica.
Além de parar com a agenda de reformas por quase cinco meses, a crise sanitária ampliou os gastos públicos e obrigou o país a atingir um endividamento ainda maior, chegando a quase 100% do Produto Interno Bruto (PIB). Tal dívida terá que ser enfrentada nos próximos anos.
A equipe também precisou se debruçar no combate aos efeitos econômicos da pandemia e criar programas emergenciais de crédito e de transferência de renda à população mais vulnerável.
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