O governo da Argentina emitiu resolução hoje (11) que prorroga o prazo de renegociação da dívida de US$ 68 bilhões com credores internacionais para o dia 22

Redação Publicado em 11/05/2020, às 00h00 - Atualizado às 16h08
O governo da Argentina emitiu resolução hoje (11) que prorroga o prazo de renegociação da dívida de US$ 68 bilhões com credores internacionais para o dia 22 de maio deste ano. A tentativa de reestruturação da dívida tinha prazo até 8 de maio, última sexta-feira.
O Ministério da Economia não informou a razão da extensão do prazo. Durante o fim de semana, o governo participou de videoconferências com credores estrangeiros e fundos de investimentos, mas não divulgou formalmente o nível de aceitação da proposta oficial. O diálogo com credores ganhou mais duas semanas de fôlego mas, se não houver acordo, o país pode entrar em default.
Na resolução publicada hoje no Diário Oficial do país, o Ministério da Economia afirma que, “a partir da análise da situação atual das negociações, é conveniente estender essa data para aumentar a participação e continuar com a agenda de comunicação ativa com os detentores dos títulos elegíveis”.
O ministro da Economia, Martín Guzmán, afirma no documento que “essa extensão é considerada necessária, no âmbito das negociações de boa-fé que a República Argentina realizou com seus credores, para restaurar a sustentabilidade da dívida pública de acordo com a legislação estrangeira”.
Com a decisão, se a Argentina não conseguir um acordo com os credores até 22 de maio, qualquer detentor de títulos pode recorrer aos tribunais estrangeiros e solicitar que o país seja declarado “inadimplente”, com as consequências que isso implica, como possíveis embargos.
O presidente Alberto Fernández e o ministro Martín Guzmán propuseram em abril aos credores um corte de 62% na taxa de juros, um período de carência de três anos e uma redução de capital de 5,4%.
Fernández afirmou, à época, que poderia haver contrapropostas dos credores nos dias seguintes, mas sinalizou que sua posição não devia mudar muito. “Sou muito firme no que propusemos. Desta vez, temos uma espécie de aval do principal auditor das finanças mundiais, que é o Fundo (Monetário Internacional)”, disse.
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