O governo federal veiculou mais de dois milhões de anúncios em canais com "conteúdos inadequados". Entre os meios estão sites, aplicativos de celular e canais

Redação Publicado em 03/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 11h53
O governo federal veiculou mais de dois milhões de anúncios em canais com “conteúdos inadequados”. Entre os meios estão sites, aplicativos de celular e canais no Youtube que veiculam, por exemplo, informações falsas, material pornográfico, e difundem jogos de azar e investimentos ilegais.
O levantamento foi feito por consultores legistavos da Câmara dos Deputados a pedido da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.
O G1 questionou a Secom sobre as informações citadas no relatório e aguarda uma resposta.
De acordo com o relatório, foi solicitado à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), por meio do Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC), dados dos canais que exibiram anúncios do governo federal no período de 1º de janeiro a 10 de novembro do ano passado.
Apesar do pedido, a Secom só apresentou parte dos dados. Os consultores só receberam informações referentes a 38 dias, de 6 de junho a 13 de julho de 2019. Os anúncios mapeados foram contratados pelo governo por meio do programa Google Adsense.
Mesmo assim, os consultores afirmam que, “ainda que abrangendo período relativamente curto, os dados fornecidos pela Secom permitem construir um rico panorama acerca das impressões de peças publicitárias do governo federal em canais de internet”.
De acordo com o documento encaminhado pela secretaria, no período, 65.533 canais de internet receberam mais de 47 milhões de anúncios do Governo Federal. Esses canais foram divididos em três tipo:
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