O alemão Klaus Berno Fischer, de 73 anos, acusado de manter um estúdio para produção de pornografia infantil, em Santíssimo, Zona Oeste do Rio , foi preso na

Redação Publicado em 14/08/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h11
O alemão Klaus Berno Fischer, de 73 anos, acusado de manter um estúdio para produção de pornografia infantil, em Santíssimo, Zona Oeste do Rio , foi preso na noite desta quinta-feira (14). Agentes da 35ª DP (Campo Grande) localizaram o homem num sítio em Seropédica, na Baixada Fluminense — para onde ele fugiu após a polícia encontrar a casa onde realizava as filmagens. Segundo a polícia, no momento da abordagem, Fischer tentou fugir e sofreu uma queda, que provocou ferimentos no rosto do homem.
Na casa, foram encontrados objetos infantis, como balanços, uma gangorra e balões, próximos a diversos itens de sadomasoquismo, como roupas íntimas, algemas e fantasias. A residência fica em uma área de mata em frente à comunidade Cavalo de Aço e tem três cômodos adaptados para as filmagens, com paredes cobertas com tecidos com temas infantis.
O local foi descoberto graças a denúncia de duas mães de vítimas que procuraram a delegacia para denunciar que as filhas haviam sido abusadas sexualmente. A mais nova menor tem apenas 5 anos. De acordo com as testemunhas, o alemão gravava as atividades de violência sexual para vender pela internet. Numa parede falsa da casa, foram encontrados 30 mil arquivos criptografados com filmagens de pornografia infantil.
Segundo os investigadores, Fischer usava o argumento de que as imagens eram enviadas para fora do Brasil para convencer as vítimas de que ninguém as reconheceria. Os vídeos eram vendidos para a Alemanha, segundo a polícia.
O alemão — que está no Brasil desde a década de 1980 e é natural de Berlim — conseguiu fugir por uma saída nos fundos da casa, que dava para uma área de mata. Ele deixou para trás passaporte e CNH. A polícia suspeita que ele tenha sido alertado por alguma das vítimas sobre a ida da polícia ao local.
Fischer é proprietário de uma agência de turismo, que fica no bairro de Copacabana, e, por isso tem visto de trabalho para permanecer no Brasil. A polícia suspeita que ele use a firma para promover turismo sexual de crianças e adolescentes. A investigação agora contará com o apoio da Polícia Federal e segue em andamento para identificar colaboradores do esquema e reunir mais provas contra Fischer.
iG
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