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Polícia

Vigilante haitiano é morto a tiros em obra no Aeroporto de Congonhas

Imigrante de 37 anos foi encontrado ferido durante a madrugada e não resistiu após ser socorrido

Trabalhador fazia segurança em área isolada quando foi atingido por disparo. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.
Trabalhador fazia segurança em área isolada quando foi atingido por disparo. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Erika Osti Publicado em 20/04/2026, às 18h28


Um vigilante haitiano de 37 anos morreu após ser baleado durante a madrugada desta segunda-feira (20) em um canteiro de obras de ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Identificado como Sylvio Volcy, ele trabalhava no turno da noite fazendo a segurança patrimonial de uma área isolada quando foi atingido por um disparo de arma de fogo. Encontrado caído de bruços próximo a um banheiro químico, o trabalhador chegou a ser socorrido por equipes do próprio aeroporto e levado à UPA Jabaquara, mas não resistiu aos ferimentos.

O crime ocorreu na região da Praça Comandante Linneu Gomes, em um trecho afastado do terminal de passageiros. Segundo relatos à Polícia Militar, um encarregado da obra encontrou o portão de acesso semiaberto ao chegar ao local e, ao entrar, localizou a vítima no chão. Próximo ao corpo estavam objetos como um cadeado, chaves e um cordão, utilizados no controle de acesso da área.

De acordo com o boletim de ocorrência, havia marcas de sangue desde a guarita onde Sylvio trabalhava até o ponto onde ele foi encontrado, o que indica que ele pode ter se deslocado após ser atingido. O disparo atingiu a região do tórax. Apesar da gravidade, nenhuma cápsula ou munição foi localizada no local.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram movimentação suspeita durante a madrugada. Um vigilante que atuava em outro ponto do aeroporto afirmou ter ouvido um barulho semelhante a um disparo por volta de 1h10 e, em seguida, viu três pessoas fugindo da obra, sendo duas a pé e uma em uma motocicleta. Outro funcionário disse que havia conversado com a vítima horas antes e percebeu que ela estava nervosa, enquanto um motorista que passou pelo local pouco depois da meia-noite relatou comportamento aparentemente normal.

A área onde ocorreu o crime não conta com câmeras de monitoramento, o que pode dificultar o trabalho de investigação. Segundo responsáveis pela obra, há apenas um equipamento mais distante, operado pela concessionária do aeroporto, sem acesso direto da empresa terceirizada.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado como homicídio pela 2ª Delegacia de Atendimento ao Turista. O celular e o crachá da vítima foram apreendidos, e exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal. Até o momento, ninguém foi preso e a motivação do crime permanece desconhecida.

Em nota, a concessionária Aena, responsável pela administração do aeroporto, afirmou que o vigilante atuava em uma área isolada e que as equipes de emergência prestaram atendimento imediato. A empresa também declarou que está colaborando com as autoridades e manifestou solidariedade à família da vítima.


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