Diário de São Paulo
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Morte misteriosa

Vigilante é morto a tiros em obra no Aeroporto de Congonhas e caso intriga investigadores

Jovem haitiano foi encontrado ferido em canteiro de obras; polícia apura circunstâncias do crime

A Polícia Civil continua a apuração para esclarecer a morte e identificar possíveis envolvidos no assassinato - Imagem: Reprodução/Agência SP
A Polícia Civil continua a apuração para esclarecer a morte e identificar possíveis envolvidos no assassinato - Imagem: Reprodução/Agência SP

Letícia Sales Publicado em 20/04/2026, às 13h46


Um vigilante de 27 anos foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (20) no canteiro de obras de ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. A vítima, identificada como Sylvio Volcy, apresentava marcas de disparos de arma de fogo no tórax, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.

O corpo foi localizado nas proximidades de um banheiro químico, na área do portão 4 das obras. Sylvio chegou a ser socorrido por uma equipe médica da concessionária responsável pelo aeroporto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jabaquara.

A Polícia Militar isolou o local para o trabalho da perícia, que identificou um rastro de sangue que se estendia desde a guarita de entrada até o ponto onde o vigilante foi encontrado caído. Próximo dali, estavam um cordão com chave e cadeado do portão, mas os pertences da vítima não foram levados. Também não foram encontradas cápsulas ou vestígios de disparos, o que levanta questionamentos sobre a dinâmica do crime.

Em nota, a concessionária Aena afirmou que o local do ocorrido fica afastado da área de passageiros e declarou: “A Aena presta as mais sinceras condolências à família e está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações do caso, que serão conduzidas pelas autoridades policiais”.

Contratado há cerca de três meses, Sylvio trabalhava no turno da noite, das 18h às 6h, e morava sozinho em uma pensão no centro da capital. Colegas de trabalho o descrevem como um profissional dedicado e atento às suas funções.

Durante depoimento, uma testemunha relatou que o vigilante apresentava comportamento incomum pouco antes do ocorrido, aparentando nervosismo. Outro ponto que chama atenção dos investigadores é o fato de ninguém ter ouvido barulhos de tiros durante a madrugada, apesar das marcas de disparo encontradas no corpo.

A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar possíveis envolvidos.


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