Discussão entre PMs de folga terminou em disparos e pânico durante festival

Gabriela Nogueira Publicado em 18/01/2026, às 09h15
Uma moradora da capital paulista foi baleada durante um show da dupla Zé Neto e Cristiano na noite da última sexta-feira (16), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A jovem está entre as pessoas feridas após um policial militar de folga atirar em meio ao público durante o festival Estação Verão. Segundo familiares, o disparo atravessou a perna da vítima e atingiu o osso, o que a impede de apoiar o pé no chão.
O autor dos tiros é um sargento da Polícia Militar, de 33 anos, morador de Itanhaém. Ele foi detido no local, conduzido à delegacia e, posteriormente, encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, na capital. As circunstâncias que levaram aos disparos ainda são apuradas.
De acordo com a Polícia Militar, o agente não fazia parte da equipe de segurança do evento e estava no local como espectador. Informações iniciais indicam que a situação começou com uma discussão envolvendo policiais militares de folga, ainda na área da pista, e evoluiu para um confronto do lado de fora do palco.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o sargento saca a arma e dispara enquanto corre atrás de outras pessoas em meio à multidão. O episódio provocou pânico, correria e interrupção momentânea do evento. Ao menos quatro pessoas foram atingidas por disparos, além de outros feridos durante o tumulto.
A mãe da jovem baleada contou que a filha estava próxima ao policial quando começaram os tiros. Segundo ela, o sangramento foi intenso e a vítima precisou de atendimento hospitalar imediato. O estado de saúde dos demais feridos não foi detalhado, mas a organização do festival informou que ninguém corre risco de morte.
A Guarda Civil Municipal atuou na contenção do suspeito e no apoio ao socorro das vítimas. Durante a confusão, o policial que efetuou os disparos também foi atingido por munição de elastômero, usada para controle da situação.
Em nota, os organizadores do festival afirmaram que o evento contou com revista de acesso e equipe de segurança privada, mas destacaram que a legislação permite que policiais militares portem arma mesmo fora do serviço, inclusive em eventos públicos. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar responsabilidades e esclarecer o que motivou a ação do agente.
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