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Saúde

São Paulo registra primeira morte por febre amarela e confirma três casos

Pacientes não eram vacinados e casos acendem alerta para baixa cobertura em áreas de risco no Vale do Paraíba

Febre amarela é transmitida por mosquitos do gêneros Haemagogus e Sabethes, na forma silvestre, e pelo Aedes aegypti. - Imagem: Reprodução/Pixabay.
Febre amarela é transmitida por mosquitos do gêneros Haemagogus e Sabethes, na forma silvestre, e pelo Aedes aegypti. - Imagem: Reprodução/Pixabay.

Erika Osti Publicado em 16/04/2026, às 18h07


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o registro de três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba nessa quinta-feira (16) e a primeira morte pela doença no ano. As ocorrências foram registradas na região do Vale do Paraíba, com um óbito em Cunha e dois casos em Cruzeiro que evoluíram para recuperação. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica, nenhum dos pacientes havia sido vacinado, o que reforça o alerta das autoridades para a importância da imunização, principal forma de prevenção contra a doença.

A vítima fatal é um homem de 38 anos, morador de Cunha. Segundo a prefeitura, ele trabalhava no setor de celulose e exercia atividades em outro município da região, o que levou a investigação sobre o local exato da infecção. Até o momento, o caso é tratado como isolado, sem outras suspeitas na cidade, embora medidas de controle e vigilância tenham sido intensificadas.

Em Cruzeiro, os dois casos confirmados ocorreram em área rural. Os pacientes, uma mulher de 23 anos e um homem de 52, receberam acompanhamento das equipes de saúde e se recuperaram. A prefeitura informou que mantém ações de vacinação e orientação à população, especialmente para moradores e frequentadores de áreas de mata.

As autoridades estaduais destacam que, até então, não havia indicação recente de circulação do vírus na região. O último registro havia ocorrido em 2025. Em 2026, uma suspeita chegou a ser investigada em Tremembé, mas foi descartada, assim como outro caso em Taubaté.

A febre amarela é uma doença viral transmitida pela picada de mosquitos infectados. No ciclo silvestre, a transmissão ocorre por espécies dos gêneros Haemagogus e Sabethes, comuns em áreas de mata. Já no ciclo urbano, o vetor é o Aedes aegypti. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa.

Os sintomas iniciais incluem febre súbita, dor de cabeça intensa, dores no corpo, calafrios, náuseas e fraqueza. Em casos mais graves, pode haver complicações hemorrágicas e risco elevado de morte.

Diante dos registros, o governo paulista reforçou a recomendação para que a população verifique a situação vacinal. A vacina está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e integra o calendário de rotina desde 2019 em todo o estado.

O esquema vacinal prevê dose aos 9 meses de idade e reforço aos 4 anos. Pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não se vacinaram devem receber dose única. Quem tomou a vacina antes dos 5 anos precisa de reforço, e aqueles imunizados com dose fracionada em campanhas anteriores devem atualizar a caderneta.

A orientação é que viajantes para áreas de risco se vacinem com pelo menos 10 dias de antecedência. Autoridades também pedem que casos suspeitos e mortes de macacos sejam comunicados imediatamente, já que esses animais funcionam como indicadores da circulação do vírus.

Especialistas alertam que a combinação de circulação viral e baixa cobertura vacinal aumenta o risco de novos casos e mortes, especialmente em regiões próximas a áreas de mata.


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