Grupos vulneráveis, como idosos e crianças, precisam de atenção especial durante ondas de calor para evitar desidratação

Gabriela Thier Publicado em 28/12/2025, às 18h24
Entre janeiro e outubro de 2025, o estado de São Paulo registrou um aumento significativo de 27,2% nos atendimentos ambulatoriais relacionados a insolação e outros efeitos do calor, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Este crescimento é evidenciado por um total de 1.052 atendimentos neste ano, em comparação aos 827 atendimentos registrados no mesmo período do ano anterior.
Além disso, o número de internações devido a complicações relacionadas ao calor também merece destaque. Em 2025, foram contabilizadas apenas duas internações, uma queda em relação às seis ocorrências registradas em 2024. Ao longo do ano passado, os serviços de saúde totalizaram 1.166 atendimentos relacionados ao tema.
Com o aumento das temperaturas e a persistência de ondas de calor na região, a SES enfatiza a necessidade de atenção especial para determinados grupos vulneráveis. Indivíduos com mais de 60 anos, crianças menores de quatro anos e pessoas com deficiências intelectuais estão entre aqueles que enfrentam maior risco de desidratação e hipertermia durante esses períodos extremos.
Os especialistas em saúde pública recomendam que a população adote medidas preventivas para minimizar os riscos associados ao calor intenso. A ingestão adequada de líquidos é fundamental, com recomendações que variam entre 1,5 a 2 litros de água diariamente. Além disso, deve-se evitar a exposição solar direta entre 10h e 16h, quando os raios solares são mais intensos. O uso de vestuário leve, bonés e protetores solares, bem como permanecer em locais frescos, são práticas essenciais para prevenir complicações relacionadas ao calor.
A SES também orienta a população sobre quando buscar ajuda médica. Durante dias quentes, sintomas como sonolência excessiva, letargia, fraqueza acentuada, dor de cabeça que não responde a analgésicos, tontura, náuseas, vômitos e convulsões devem ser considerados sinais alarmantes que exigem atenção médica imediata. Para as crianças pequenas, é crucial observar sinais físicos como a depressão na região da moleira, um indicativo potencial de desidratação severa.
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