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Economia

São Paulo bate recorde com venda de imóveis públicos

Estado arrecada R$ 1,3 bilhão com leilões de imóveis ociosos, cotas de fundo imobiliário e veículos

Recursos serão destinados a obras e políticas públicas. - Imagem: Reprodução/Prefeitura de São Paulo.
Recursos serão destinados a obras e políticas públicas. - Imagem: Reprodução/Prefeitura de São Paulo.

Erika Osti Publicado em 26/02/2026, às 18h31


O Governo de São Paulo encerrou 2025 com arrecadação recorde de R$ 1,3 bilhão em leilões e vendas diretas de imóveis, veículos e cotas do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado, o FII-SP. A maior parte do montante, mais de R$ 700 milhões, veio da negociação de imóveis públicos que estavam desocupados e geravam custos elevados de manutenção. Segundo a gestão estadual, os recursos retornam aos cofres públicos e serão aplicados em obras e políticas públicas.

Os dados são da Subsecretaria de Patrimônio do Estado, ligada à Secretaria de Gestão e Governo Digital. De acordo com o balanço, o total arrecadado entre 2023 e 2025 é cinco vezes superior ao registrado nas duas gestões anteriores. Entre 2019 e 2022, o Estado negociou R$ 242 milhões em ativos. No período de 2015 a 2018, o valor foi de R$ 18 milhões.

Além dos imóveis, o Estado arrecadou cerca de R$ 470 milhões com a venda de cotas do FII-SP e R$ 160 milhões com leilões de veículos oficiais realizados desde 2023, em um total de 19 certames. No caso dos veículos, os recursos são destinados ao Fundo Social de São Paulo.

A venda de imóveis ociosos faz parte do Plano São Paulo na Direção Certa, que prevê o uso mais eficiente do patrimônio público. Segundo o secretário de Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, a medida reduz despesas com manutenção e permite transformar ativos parados em investimentos para a população.

A secretaria também destaca que a gestão do patrimônio foi modernizada com a adoção de processos 100% digitais, amparados pela nova Lei de Licitações e Contratos. O modelo, de acordo com o governo, amplia a transparência e torna os leilões mais ágeis.

No caso do FII-SP, a estratégia adotada pela atual gestão incluiu a regularização do fundo e a ampliação da capacidade do Estado de adquirir e integralizar ativos imobiliários, buscando gerar maior retorno financeiro. Segundo o subsecretário de Patrimônio, Paulo Vidal, os resultados fortalecem o caixa estadual e ajudam a viabilizar novos investimentos com impacto direto na sociedade.


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