A Sabesp informa que a situação atual é crítica, com chuvas insuficientes e risco de racionamento

Gabriela Thier Publicado em 20/08/2025, às 18h09
Os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo registraram um nível alarmante de 41,6%, o menor desde 2015, quando a região enfrentou sua mais grave crise hídrica. Este cenário, que reflete uma queda no volume de água armazenado, foi identificado nos sete sistemas responsáveis pelo suprimento hídrico da metrópole.
Dados divulgados pela Sabesp indicam que a situação atual é crítica e remete a um período em que os níveis de água chegaram a cair para 11,8%, resultando em períodos de racionamento para os moradores. A empresa atribui essa redução à quantidade de chuvas abaixo do esperado nos últimos meses.
A diretora de relações institucionais e sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza, assegurou que, apesar do baixo volume de chuvas – com julho registrando apenas 27% da média esperada –, não há previsão imediata de racionamento. "Estamos tranquilos em relação à segurança hídrica estabelecida ao longo dos anos", declarou Souza.
Com as alterações climáticas e os padrões irregulares das chuvas, surge a necessidade urgente de conscientização sobre o uso responsável da água. "A colaboração da sociedade é fundamental, especialmente em períodos de baixa pluviometria", enfatizou a diretora.
A Sabesp também destacou melhorias na infraestrutura hídrica como um fator positivo diante desse desafio. Entre as iniciativas, a interligação Jaguari-Atibainha se destaca por possibilitar o transporte de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul, situada principalmente no estado do Rio de Janeiro, para o sistema Cantareira. Essa obra foi crucial para aumentar a capacidade de abastecimento da capital e sua região metropolitana.
Além disso, o sistema São Lourenço foi implantado após a crise hídrica anterior e contribui significativamente para o abastecimento atual. Outra importante intervenção foi a transposição do Rio Itapanhaú, realizada em 2025, que agora complementa o sistema Alto Tietê, trazendo água do litoral norte.
Por fim, o sistema Rio Grande também ampliou sua produção para atender à demanda crescente na Zona Sul de São Paulo e no ABC Paulista, reforçando assim a resiliência da região frente aos desafios hídricos contemporâneos.
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