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Proprietários de autoescolas fecham a Ponte Estaiada contra decisão do governo

A mobilização liderada pela Feneauto reuniu cerca de 200 veículos e promete se estender até a Alesp nesta quinta-feira (23), em busca de apoio político para barrar a mudança nas regras de formação de motoristas

Mudanças propostas pelo governo já causaram queda nas matrículas - Imagem: Reprodução / TV Globo
Mudanças propostas pelo governo já causaram queda nas matrículas - Imagem: Reprodução / TV Globo

William Oliveira Publicado em 23/10/2025, às 08h00


Na noite de quarta-feira (22), proprietários de autoescolas em São Paulo realizaram um protesto de grandes proporções na Ponte Estaiada, localizada no Morumbi, Zona Sul da capital. O ato teve como objetivo se opor à proposta do Ministério dos Transportes que pretende eliminar a obrigatoriedade das autoescolas no processo de habilitação de motoristas.

Cerca de 200 veículos foram estacionados na ponte, e os manifestantes planejam uma carreata até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na manhã desta quinta-feira (23). Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a fila de carros ocupa toda a extensão da Ponte Octávio Frias de Oliveira, no sentido Jabaquara.

A mobilização é coordenada pela Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto), que busca apoio político para contestar os impactos da consulta pública aberta pelo governo federal. Essa consulta pode alterar o método de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no país.

Em comunicado, a CET informou que acompanha o protesto desde 23h17 de quarta-feira (22), priorizando a segurança dos participantes e a sinalização do tráfego. A manifestação repercutiu nas redes sociais, onde Ygor Valença, presidente da Feneauto, tem convocado outros proprietários de Cursos de Formação de Condutores (CFCs) a coletarem assinaturas em apoio a um Projeto de Lei que suspenda a consulta pública e estimule legislações estaduais para manter o atual modelo de formação de motoristas.

Valença também afirmou que a entidade estuda recorrer à Justiça, pedindo a suspensão da consulta promovida pelo Ministério dos Transportes. A consulta pública, aberta até 2 de novembro, já recebeu mais de 32.800 contribuições, superando o recorde anterior de participação em uma discussão sobre a vacinação infantil contra a Covid-19.

As novas diretrizes propostas pelo governo sugerem tornar as aulas em autoescolas opcionais, o que, segundo a Feneauto, já causou queda significativa nas matrículas de instituições em todo o país.


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