Diário de São Paulo
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Carnaval e Crime

Presidente da Império da Casa Verde é investigado por ligação com tráfico internacional

Alexandre Furtado, conhecido como Teta, é alvo de operação da PF por tráfico e lavagem de dinheiro, envolvendo a escola de samba Império da Casa Verde

A operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado investiga vínculos de Furtado com o PCC e a lavagem de dinheiro no carnaval - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado investiga vínculos de Furtado com o PCC e a lavagem de dinheiro no carnaval - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 23/09/2025, às 08h40


Alexandre Constantino Furtado, conhecido no carnaval como Teta e atual presidente da escola de samba Império da Casa Verde, é alvo de uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (FICCO/SP). A ação busca desmantelar uma organização criminosa acusada de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal (PF), Furtado teria vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Não é a primeira vez que ele se envolve em investigações: em 2006, quando ainda era diretor da escola, foi detido sob suspeita de receber financiamento da facção para custear despesas do carnaval, em troca de influência sobre as atividades da agremiação.

Naquele período, a Império da Casa Verde já figurava entre as principais potências do carnaval paulistano, acumulando títulos e conquistando o campeonato.

Na operação atual, além de Furtado, também foram presos Rogério Sevilha Silva e Fábio Franco de Oliveira, acusados de associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

A ação judicial resultou na expedição de 22 mandados de prisão preventiva e 40 mandados de busca e apreensão, determinados pela 4ª Vara Federal de Belém. Os mandados foram cumpridos em vários estados, incluindo São Paulo, Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Na capital paulista, as autoridades realizaram diligências em 11 endereços, dois deles localizados na própria sede da Império da Casa Verde.

A investigação teve início em fevereiro de 2021, após a apreensão de 458 kg de cocaína no estado do Pará. O carregamento tinha como destino final a cidade de Rotterdam, na Holanda. O caso revelou uma estrutura logística sofisticada, usada para enviar drogas à Europa.

Além disso, a PF apurou que os criminosos utilizavam empresas de fachada para lavar o dinheiro do tráfico, investindo em setores como restaurantes e serviços diversos.


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