Diário de São Paulo
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Polícia Militar é acusada de intimidação após morte de menino de 4 anos

Parlamentares denunciam violência institucional e pedem punição para responsáveis

Ryan, 4 anos. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Ryan, 4 anos. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

por Marina Milani

Publicado em 20/11/2024, às 19h35


Uma representação foi protocolada no Ministério Público de São Paulo (MPSP) pelos deputados estaduais Ediane Maria (PSol), Eduardo Suplicy (PT) e Paula Nunes, integrante do mandato coletivo Bancada Feminista do PSol, solicitando apuração sobre a suposta intimidação de agentes da Polícia Militar (PM) após a morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos. A criança foi vítima de uma bala perdida no Morro do São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo, que provavelmente partiu da arma de um policial.

Os parlamentares acusam a PM paulista de intimidar os familiares durante o velório da criança, além de obstruírem o cortejo fúnebre até o local de sepultamento. Eles também pedem que os PMs responsáveis sejam punidos pelo que classificaram como “crimes de violência institucional praticados contra vítimas sobreviventes e testemunhas da ação policial que resultou na morte” de Ryan.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que o caso está sendo rigorosamente investigado e que os agentes envolvidos estão afastados da atividade operacional. No entanto, os deputados questionam a conduta do secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, que acusou a deputada Paula Nunes de fazer “vitimismo barato” diante da tragédia.


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