Corpo de Edna Oliveira Silva, de 63 anos, foi encontrado em uma cachoeira durante as investigações sobre o desaparecimento de Vitória Regina de Souza

William Oliveira Publicado em 11/03/2025, às 12h50
No dia 1º de março, um sábado, a polícia encontrou o corpo de uma mulher de 63 anos em uma cachoeira situada entre as cidades de Cajamar e Jundiaí, interior de São Paulo. As investigações começaram após o desaparecimento de Vitória Regina de Souza, que ocorreu no dia 26 de fevereiro. Laudos periciais indicaram que Edna Oliveira Silva havia falecido 72 horas antes da data em que foi encontrada.
Segundo Leandro Arantes, secretário da Segurança Pública de Cajamar, Edna era cuidadora da mãe do padrasto de Maicol Antônio Sales, um vizinho de Vitória que foi detido no último sábado (8). Até o momento, essa é a única conexão estabelecida entre o corpo encontrado e o caso da adolescente desaparecida.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a Polícia Civil está investigando as circunstâncias da morte de Edna. O local onde seu corpo foi descoberto se localiza na Avenida Luiz Gobbo, em Jundiaí, e tanto a perícia quanto o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para análise do caso.
O incidente foi inicialmente registrado como morte suspeita na Delegacia de Cajamar, mas posteriormente foi transferido para o 6° Distrito Policial de Jundiaí, que está conduzindo as investigações.
A morte de Vitória
A jovem Vitória Regina de Souza, de apenas 17 anos, foi encontrada morta e decapitada em uma área rural de Cajamar no dia 5 de março, após ter desaparecido no dia 26 de fevereiro enquanto voltava do trabalho. A SSP informou que o corpo estava em estado avançado de decomposição e foi identificado pela família através de tatuagens e um piercing no umbigo.

Câmeras de segurança registraram o momento em que Vitória chegou ao ponto de ônibus e embarcou em um coletivo. Antes do embarque, ela enviou áudios a uma amiga relatando abordagens suspeitas por parte de homens em um carro. Sua última mensagem, enviada enquanto caminhava para casa após descer do ônibus, dizia: "Ta de boaça", indicando que os homens não a acompanharam na descida.
O delegado responsável pelo caso sugeriu que o assassinato poderia ter sido motivado por vingança.
Na segunda-feira (10), Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), revelou que as investigações sobre o assassinato da jovem estão concentradas em três principais suspeitos. Essa atualização surge após várias hipóteses apresentadas pelo delegado seccional Aldo Galiano, que já havia mencionado nomes potencialmente envolvidos no crime.
Os indivíduos apontados como suspeitos incluem Maicol Antônio Sales, vizinho da vítima preso recentemente; Gustavo Vinícius, ex-namorado da vítima e Daniel Lucas, amigo da família com supostas ligações com o ex-companheiro da jovem.
Em coletiva à imprensa, Luiz Carlos do Carmo também afirmou que Carlos Alberto de Sousa, pai de Vitória, não é mais considerado suspeito. O delegado enfatizou a necessidade de uma investigação imparcial e criteriosa sobre aqueles mais próximos à vítima.
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