Ação da Polícia Civil em Ribeirão Preto e Guarujá visa desarticular quadrilha envolvida em sequestros e roubos

William Oliveira Publicado em 19/12/2025, às 07h00
Na manhã desta sexta-feira (19), a Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou uma operação de grande porte para desarticular uma quadrilha especializada em sequestros, cárcere privado e roubos. A ação ocorreu simultaneamente em Ribeirão Preto, Guarujá e na capital paulista.
Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão. Batizada de Operação Rastro Final, a ofensiva mobilizou cerca de 75 policiais civis, com apoio de diversas unidades especializadas, entre elas o Grupo de Operações Especiais (GOE), a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e o Departamento de Operações Especiais (Dope).
As investigações tiveram início após o sequestro do empresário Ronan Franco Muniz, de 44 anos, ocorrido em Ribeirão Preto, no dia 9 de dezembro. A vítima foi libertada dois dias depois. O crime aconteceu por volta das 19h, no momento em que Muniz estacionava seu veículo na Rua Cláudio Scodro, no bairro Bosque das Juritis.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação dos criminosos, que utilizaram duas caminhonetes para bloquear o carro do empresário — uma à frente e outra atrás —, permitindo que quatro homens o retirassem à força do veículo. Uma moradora de um condomínio próximo presenciou a cena e acionou a síndica, que imediatamente comunicou a polícia.
Durante as diligências, as caminhonetes usadas no sequestro foram encontradas abandonadas em áreas rurais dos municípios de São Simão e Luiz Antônio. No dia 11, os investigadores localizaram uma chácara na zona rural de Ribeirão Preto, identificada como o cativeiro onde a vítima foi mantida.
Segundo o delegado Fernando Bravo, responsável pelo caso, enquanto as equipes realizavam a perícia no local, o advogado do empresário informou que Muniz já havia sido libertado. A Polícia Civil apurou que o sequestro foi marcado por ameaças e violência, com a vítima mantida sob condições severas.
Apesar de não apresentar ferimentos físicos aparentes, Ronan Franco Muniz demonstrava sinais de abalo psicológico. A polícia destacou ainda que não houve pedido de resgate, o que descarta a tipificação do crime como extorsão mediante sequestro.
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