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MP pede tornozeleira para Andrés Sanchez

MP pede tornozeleira eletrônica para Andrés Sanchez por suposto descumprimento de medidas

Ex-presidente do Corinthians é acusado de usar cartão corporativo para despesas pessoais; prejuízo estimado chega a R$ 480 mil

Roberto Gavioli, ex-gerente financeiro, também é denunciado por omissão em fiscalização das finanças do clube - Imagem: Reprodução/Fernando Dantas/Gazeta Press
Roberto Gavioli, ex-gerente financeiro, também é denunciado por omissão em fiscalização das finanças do clube - Imagem: Reprodução/Fernando Dantas/Gazeta Press

Letícia Sales Publicado em 26/02/2026, às 10h12


O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Justiça que o ex-presidente do Sport Club Corinthians Paulista, Andrés Sanchez, passe a utilizar tornozeleira eletrônica por suposto descumprimento de medidas cautelares impostas após denúncia criminal.

Em outubro do ano passado, Sanchez foi denunciado por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. Entre as restrições determinadas pela Justiça está a proibição de manter contato com dirigentes do clube.

Na nova representação, o promotor Cássio Conserino aponta indícios de que o ex-dirigente teria se reunido com um conselheiro e realizado ligações para um integrante da diretoria alvinegra. O Ministério Público também pediu a entrega do passaporte espanhol de Sanchez e a relação das chamadas telefônicas feitas entre 30 de dezembro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026.

Segundo a denúncia, o ex-presidente utilizou o cartão corporativo do Corinthians para custear despesas pessoais entre agosto de 2018 e maio de 2025. Faturas analisadas pela Promotoria indicariam compras de relógios em joalheria, roupas de grife, atendimentos médicos sem identificação do paciente e abastecimentos de combustível. Em alguns casos, as notas fiscais teriam sido emitidas em nome do próprio Sanchez.

O prejuízo estimado ao clube é de R$ 480 mil.

O ex-gerente financeiro Roberto Gavioli também foi denunciado sob a acusação de omissão. De acordo com o Ministério Público, ele era responsável pelo controle das finanças e deveria fiscalizar os gastos, o que não teria ocorrido. Em depoimento, Gavioli afirmou que não tinha dever direto de fiscalização e que não percebeu as transações, alegando que o clube movimenta cifras bilionárias por ano.

A defesa dos citados ainda não se manifestou publicamente sobre o novo pedido do Ministério Público.


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