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Crime em corrida

Motorista de aplicativo é preso após matar passageiro a facadas em São Bernardo do Campo

Discussão após corrida terminou em morte; polícia investiga possível legítima defesa

Após o crime, o motorista tentou fugir, mas foi localizado e preso, com a arma do crime sendo descartada no local - Imagem: Reprodução
Após o crime, o motorista tentou fugir, mas foi localizado e preso, com a arma do crime sendo descartada no local - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 10/04/2026, às 10h58


Um motorista de aplicativo foi preso nesta sexta-feira (10) suspeito de matar um passageiro a facadas em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. O crime ocorreu após uma discussão que começou ainda durante a corrida e se intensificou do lado de fora do veículo.

A vítima foi identificada como Jonatas Francisco Leite Lima, de 26 anos. Segundo a investigação, ele e amigos estavam em um bar na Avenida Moinho Fabrini, no bairro Jardim Independência, e decidiram deixar o local de carro por aplicativo.

De acordo com a polícia, durante o trajeto, Jonatas teria aberto a porta do veículo duas vezes para vomitar, o que gerou irritação no motorista. O condutor, identificado como Carlos Augusto Coelho Silva, de 43 anos, interrompeu a corrida e expulsou os passageiros do carro.

Do lado de fora, a discussão evoluiu para agressões físicas. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o motorista desfere um soco em um dos amigos da vítima, que chega a desmaiar temporariamente. Em seguida, Jonatas entra em confronto com o condutor.

O momento exato da facada não aparece nas imagens, mas, segundo testemunhas, o jovem foi atingido durante a briga. Frequentadores do bar presenciaram a confusão, mas não intervieram.

Após o crime, o motorista fugiu. Policiais militares localizaram o suspeito pouco depois e o flagraram descartando um canivete, que teria sido utilizado na agressão.

Em depoimento, o motorista confirmou a discussão e alegou que tomou a arma da vítima antes de desferir o golpe, afirmando ter agido em legítima defesa. Apesar da prisão em flagrante, a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do caso para esclarecer a dinâmica do crime.


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