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Transporte Público

Metrô de SP reforça segurança após morte trágica em plataforma

Após a morte de um passageiro, Metrô de SP implementa vigilantes para aumentar a segurança nas plataformas e prevenir novos acidentes

Vigilante de segurança privada em estação da Linha 2-Verde do Metrô - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal
Vigilante de segurança privada em estação da Linha 2-Verde do Metrô - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal

William Oliveira Publicado em 20/05/2025, às 12h25


O Metrô de São Paulo adotou uma nova estratégia de segurança ao designar vigilantes e agentes de empresas privadas para atuar em estações com alto fluxo de passageiros. A medida foi tomada após um trágico acidente no início de maio, quando um homem morreu ao ficar preso entre as portas do trem e a plataforma em uma estação operada pela ViaMobilidade.

Nas últimas semanas, a presença desses vigilantes nas plataformas tem gerado repercussão nas redes sociais, com diversos usuários manifestando preocupações sobre a segurança no transporte público. Segundo a companhia, esses profissionais têm como principal função oferecer apoio durante o embarque e desembarque de passageiros, especialmente nos horários de pico. A prioridade são as estações das linhas 2-Verde e 3-Vermelha, que já possuem portas de proteção, com o objetivo de prevenir novos acidentes.

Em nota à imprensa, o Metrô informou que desde 2021 mantém contratos com três empresas para prestação de serviços de segurança patrimonial em áreas como pátios de manutenção e terminais conectados ao sistema ferroviário. Após o falecimento do passageiro Lourivaldo Nepomuceno, a companhia decidiu redirecionar parte desses agentes para as plataformas, sem gerar custos adicionais.

Até o momento, não há previsão para a interrupção da atuação dessas empresas nas estações.

Barreiras de proteção em instalação

Na Linha 5-Lilás, onde ocorreu o acidente fatal, a concessionária ViaMobilidade deu início à instalação de barreiras de proteção conhecidas como Gap Fillers. Essas estruturas, feitas de polímero com núcleo metálico, foram desenvolvidas para eliminar o vão entre o trem e a plataforma, evitando que passageiros fiquem presos nesses espaços.

A medida é emergencial, enquanto se aguarda a implementação de sensores capazes de impedir o fechamento das portas em caso de obstruções. A previsão é que os sensores estejam completamente instalados até fevereiro de 2026.


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