A expectativa é de que os mercados municipais de São Paulo terão reformas concluídas até o final do ano

por Marina Milani
Publicado em 24/04/2024, às 08h00
A concessionária Novo Mercado divulgou nesta terça-feira (23) um novo conjunto de reformas destinadas ao Complexo Cantareira, composto pelo Mercado Municipal e pelo Mercado Kinjo Yamato, localizados no Centro de São Paulo.
A maioria das medidas anunciadas deveria ter sido concluída até junho do ano passado, porém, ganharam um novo prazo: novembro deste ano. Além disso, dois novos itens foram incluídos: a compra de geradores de energia e a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) para o Kinjo Yamato.
O contrato de concessão assinado em 2021 estabelecia um investimento total de R$ 88 milhões até o final de 2023. No ano passado, a empresa já havia destinado R$ 16 milhões para restauração e reformas, e a previsão é de que outros R$ 45 milhões sejam investidos este ano.
Aldo Bonametti, presidente da Novo Mercado, afirmou em entrevista ao SP1 que não houve atraso nas obras, e que o adiamento dos prazos se deu devido à aprovação dos órgãos de fiscalização do patrimônio histórico, como o Conpresp e Condephaat.
"Estamos atualmente na fase final do restauro interno da parte superior, incluindo pintura, reforma das telhas, entre outros", afirmou Bonametti. "Já concluímos cerca de 80% dessas tarefas."
Detalhes das Reformas:
Mercado Municipal (Mercadão):
No ano passado, o Mercadão enfrentou apagões pontuais devido à falta de geradores para emergências.
Além disso, a concessionária anunciou a construção de uma nova passarela no mezanino, 17 novos boxes, 14 barracas de frutas e a abertura das portas para as ruas Barão de Duprat e Carlos de Souza Nazaret, com previsão de entrega até novembro. No entanto, essas medidas ainda não têm uma data definida para conclusão.
Mercado Kinjo Yamato:
A reforma da fachada do Kinjo Yamato aguarda aprovação do projeto pelos órgãos de proteção ao patrimônio.
Essas medidas foram anunciadas após o Tribunal de Contas do Município (TCM) cobrar explicações da Prefeitura de São Paulo sobre a concessão do Mercadão, devido a problemas como a presença de animais e insetos, acúmulo de lixo e alagamentos durante as chuvas.
O TCM apontou inúmeras irregularidades no contrato de concessão, e a gestão municipal solicitou mais 15 dias para prestar os esclarecimentos. A concessionária foi multada, mas entrou com recurso, que está em análise pela prefeitura.
Em março, o Mercadão e o Kinjo Yamato enfrentaram problemas como roedores, baratas, lixo acumulado e alagamentos durante chuvas fortes. Ainda na mesma época, o Kinjo Yamato não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.
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