Dados do Infosiga mostram que a capital paulista registra uma média de 18 atropelamentos por dia, com 4.934 incidentes registrados até o momento

William Oliveira Publicado em 03/11/2025, às 10h14
Dados recentes do Infosiga, órgão ligado ao Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), revelam que a capital paulista enfrenta uma média alarmante de 18 atropelamentos por dia desde o início de 2025. No total, foram 4.934 incidentes registrados até o momento, com destaque negativo para as marginais e as principais avenidas da zona sul, que concentram o maior número de ocorrências.
Entre janeiro e setembro, foram contabilizadas 293 mortes de pedestres, o que representa um aumento de 0,7% em relação ao mesmo período de 2024. Também houve alta nas fatalidades envolvendo motociclistas: 361 mortes, um crescimento de 2,3% em comparação com o ano passado.
De acordo com o levantamento, a Avenida Francisco Morato teve 11 atropelamentos registrados, número expressivo, mas que não a coloca entre as vias mais perigosas da cidade.
Já a Marginal Tietê lidera o ranking, com 58 casos. Apesar de ser uma via rápida essencial para o tráfego diário, a marginal apresenta diversos pontos críticos para pedestres, como paradas de ônibus mal sinalizadas, calçadas irregulares e travessias complexas nas alças de acesso.
🚦 Vias com maior número de atropelamentos:
Em alguns trechos, as pontes possuem faixas de pedestres que obrigam os motoristas a reduzir a velocidade, aumentando a segurança. Entretanto, a ausência dessas faixas nas entradas das alças pode ser uma estratégia técnica para evitar reduções bruscas de velocidade, que poderiam causar engarrafamentos e colisões.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que pessoas em situação de rua estão entre as principais vítimas de atropelamentos na Marginal Tietê.
Na sequência da Marginal Tietê, duas importantes vias da zona sul concentram o maior número de acidentes: a Estrada de Itapecerica e a Estrada do M’Boi Mirim.
Na Estrada de Itapecerica, pedestres enfrentam dificuldades de travessia mesmo em áreas com grande circulação de pessoas, como nas imediações da Estação Capão Redondo, da Linha 5-Lilás do Metrô.
Na Estrada do M’Boi Mirim, moradores relatam insatisfação com os longos tempos de semáforo, o que leva muitos pedestres a se arriscarem na travessia fora da faixa.
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