Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, foi preso em Congonhas e é investigado por estupro de vulnerável e pornografia infantil

Erika Osti Publicado em 11/02/2026, às 17h54
A Latam Airlines Brasil demitiu o piloto Sérgio Antônio Lopes, preso por suspeita de liderar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, reafirmando sua política de tolerância zero em relação a condutas que violem seus valores éticos.
Lopes foi detido durante a Operação Apertem os Cintos, que investiga sua suposta ligação com a exploração sexual, incluindo o envolvimento de familiares das vítimas, que ajudavam na facilitação dos abusos.
As investigações, que duram cerca de três meses, resultaram em prisões e apreensões em São Paulo, com a polícia mobilizando um grande efetivo para cumprir mandados, enquanto o processo segue sob segredo de Justiça.
A Latam Airlines Brasil demitiu nesta quarta-feira (11), o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso sob suspeita de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Em nota, a companhia informou que ele não faz mais parte do quadro de colaboradores e reforçou que adota política de tolerância zero para condutas que violem seus valores, ética e código de conduta. A empresa declarou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Lopes foi preso na segunda-feira (9), no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante a Operação Apertem os Cintos, deflagrada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como líder de uma estrutura organizada de exploração sexual e pornografia infantil.
As investigações indicam que o piloto recebia apoio de familiares das vítimas. Uma mulher de 55 anos foi presa sob suspeita de ter “vendido” três netas, de 10, 12 e 14 anos, ao investigado. Outra mulher também foi detida, acusada de ceder a própria filha ao suspeito e de enviar fotos e vídeos da criança. De acordo com a polícia, as vítimas eram levadas a motéis com o uso de documentos de identidade falsos.
A delegada Ivalda Aleixo afirmou que a apuração começou há cerca de três meses e aponta que o piloto mantinha contato direto com algumas das vítimas. Segundo ela, quando havia contato físico, os abusos eram cometidos. A polícia também apura relatos de agressões recentes contra uma das crianças. A operação mobilizou 32 policiais civis e 14 viaturas para o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana.
Com cerca de 30 anos de carreira na aviação, Lopes foi detido após ordem judicial e passou por audiência de custódia na terça-feira (10), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, não foram identificadas irregularidades no cumprimento do mandado de prisão, e a Justiça manteve a detenção do piloto.
O processo tramita sob segredo de Justiça e, por essa razão, o Judiciário informou que não pode divulgar outros detalhes. A defesa dos investigados não foi localizada até a publicação desta reportagem.
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