Diário de São Paulo
Siga-nos

Justiça torna réus médico e mãe por feminicídio de professora envenenada em Ribeirão Preto

Luiz Antonio Garnica e Elizabete Arrabaça são acusados de matar Larissa Rodrigues com chumbinho; o crime foi premeditado e motivado por traição e questões financeiras, segundo o MPSP

Larissa Rodrigues foi envenenada pela sogra; marido é acusado de alterar cena do crime - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Larissa Rodrigues foi envenenada pela sogra; marido é acusado de alterar cena do crime - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 04/07/2025, às 11h15


A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra o médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, e sua mãe, Elizabete Arrabaça, de 67, pela morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, de 37 anos, ocorrida em março deste ano, em Ribeirão Preto, no interior paulista. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada, e agora passam a ser réus por feminicídio.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o crime foi premeditado e teria motivação financeira. Larissa havia descoberto que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal e, diante da traição, manifestou a intenção de procurar um advogado para pedir o divórcio. A perspectiva de separação teria motivado Luiz Antonio e a mãe a planejarem o assassinato da professora.

O crime

As investigações revelam que, ao longo de aproximadamente 10 dias, a sogra de Larissa, teria feito visitas à vítimas levando pratos de comida envenenados com pequenas doses de chumbinho, um veneno de uso proibido no Brasil. A dose fatal foi dada no dia 21 de março. Larissa foi encontrada morta na manhã seguinte, dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro Jardim Paulista, em Ribeirão Preto.

Além de responder por feminicídio qualificado, Luiz Antonio também foi denunciado por fraude processual. Conforme o Ministério Público, ele teria criado um álibi para se desvincular do caso e  ainda teria alterado a cena do crime para dificultar o trabalho da polícia.

Segundo o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino, o médico espalhou álcool por diversos cômodos, mudou objetos de lugar e, possivelmente, chegou a mover o corpo da esposa, numa tentativa de disfarçar os sinais do envenenamento.

O médico e sua mãe foram presos temporariamente em maio, e agora, com a aceitação da denúncia pela Justiça, responderam formalmente pelo crime. Ambos seguem detidos enquanto aguardam as próximas etapas do processo judicial.


últimas notícias