Decisão atende pedido dos filhos e nomeia Paulo Henrique Cardoso como curador provisório, responsável pela gestão patrimonial e financeira do ex-presidente.

Ana Beatriz Publicado em 15/04/2026, às 22h23
A Justiça de São Paulo decidiu interditar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após solicitação de seus filhos, devido ao agravamento de sua saúde, especialmente por conta da Doença de Alzheimer em estágio avançado.
O filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório, assumindo a responsabilidade pela administração dos bens e finanças do ex-presidente, com base em um relatório médico e na concordância dos demais familiares.
A curatela provisória visa garantir a segurança jurídica na gestão dos interesses de Fernando Henrique, estabelecendo limites legais para sua proteção, sem implicar a perda total de direitos.
A Justiça de São Paulo determinou, nesta quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após solicitação formal apresentada pelos filhos. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Com a decisão, o filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório, assumindo a responsabilidade legal pelos atos civis do ex-presidente, especialmente no que diz respeito à administração de bens e finanças. A medida tem efeito imediato, mas é limitada à esfera patrimonial e financeira.
De acordo com os autos, a decisão judicial se baseia em um relatório médico já anexado ao processo, que aponta o avanço do quadro clínico de FHC, diagnosticado com Doença de Alzheimer em estágio avançado. A manifestação dos demais familiares em concordância com o pedido também foi considerada pelo Judiciário.
O documento ainda destaca que já existia uma relação de confiança consolidada entre pai e filho, evidenciada pela existência de uma procuração anterior que autorizava Paulo Henrique a atuar em nome do ex-presidente em determinadas situações.
A interdição foi solicitada conjuntamente pelos filhos Paulo Henrique, Luciana e Beatriz Cardoso, diante do agravamento do estado de saúde do ex-presidente. Segundo a petição, a gestão patrimonial já vinha sendo exercida de forma informal por Paulo Henrique, o que reforçou a necessidade de formalização judicial.
Na prática, a curatela provisória garante segurança jurídica à administração dos interesses de Fernando Henrique Cardoso, evitando eventuais riscos relacionados à sua incapacidade de exercer plenamente atos da vida civil. A interdição, nesse contexto, não implica perda total de direitos, mas estabelece limites legais para proteção do próprio interditado.
Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil entre 1995 e 2002 e segue sendo uma das figuras mais influentes da política brasileira contemporânea, com forte atuação acadêmica e intelectual ao longo das últimas décadas.
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