TJSP condenou 17 pessoas por participação em um grupo criminoso ligado ao “Novo Cangaço”, responsável por roubos de grande porte e esquema de lavagem de dinheiro

William Oliveira Publicado em 09/04/2026, às 09h07
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), condenou 17 réus denunciados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por participação em uma organização criminosa especializada em roubos nas modalidades conhecidas como “domínio de cidade” e “Novo Cangaço”.
Os crimes, definidos pela Polícia Federal, envolvem ações planejadas geralmente durante a noite ou madrugada, quando grupos fortemente armados cercam cidades — em sua maioria no interior — para atacar instituições financeiras e roubar grandes quantias de dinheiro.
As penas aplicadas variam de cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, a 12 anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Os acusados foram denunciados em julho de 2024, no âmbito da Operação Baal, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com a Polícia Federal. A investigação teve início após a prisão de um suposto integrante, em maio daquele ano.
Segundo o Ministério Público, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre os integrantes e atuação em diferentes estados do país. As investigações apontaram ainda conexões com o Primeiro Comando da Capital.
A organização utilizava armamento de grosso calibre e estava envolvida em crimes graves, como roubos a bancos, tráfico de drogas, extorsões e homicídios. A violência era empregada como estratégia para garantir o domínio territorial e eliminar possíveis rivais.
Além das ações violentas, o grupo também mantinha um esquema financeiro para ocultar os valores obtidos ilegalmente. Parte dos integrantes era responsável por movimentar recursos por meio de transferências, depósitos e aquisição de bens, configurando lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que os ataques eram planejados com alto nível de organização, envolvendo logística complexa e investimentos elevados, o que permitia a manutenção de uma rede estruturada para aquisição de armas e financiamento das atividades ilícitas.
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