Cantora parou apresentação no Ibirapuera, pediu calma aos foliões e condicionou continuidade do bloco à segurança do público

Letícia Sales Publicado em 07/02/2026, às 12h18
A cantora Ivete Sangalo interrompeu sua apresentação no pré-Carnaval de São Paulo, neste sábado (7/2), após identificar risco de superlotação no circuito montado no Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista. A artista chegou a parar de cantar e reduziu drasticamente a velocidade do trio elétrico ao se aproximar da região da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Ao perceber a grande aglomeração, Ivete usou o microfone para pedir que os foliões evitassem empurrões e orientou quem estava mais à frente a caminhar em direção ao Monumento às Bandeiras, área considerada mais ampla e segura. Em um dos momentos mais tensos, a cantora afirmou que poderia encerrar o bloco antecipadamente caso a situação não fosse controlada, priorizando a integridade do público.
O trio elétrico permaneceu praticamente parado por cerca de 50 minutos. Após sucessivos apelos da artista e a atuação da organização do evento, o desfile foi retomado e seguiu para a reta final do percurso. Ivete comanda o trio do bloco Quem Pede, Pede, em sua primeira apresentação no Carnaval de rua paulistano.
A possibilidade de superlotação já era monitorada pelas autoridades. A Polícia Militar de São Paulo havia elaborado planos de contingência antes do evento, diante da expectativa de público elevado. Nem mesmo a São Paulo Turismo (SPTuris), responsável pela organização, soube estimar previamente a capacidade máxima do circuito na avenida Pedro Álvares Cabral, entre o Parque do Ibirapuera e o Palácio 9 de Julho.
Em reunião realizada na subprefeitura da Vila Mariana, na última quarta-feira (4/2), foram discutidas estratégias para conter o público. A abertura do Parque do Ibirapuera foi considerada apenas como última alternativa. A PM alertou ainda que o trio não deveria parar no chamado “funil” em frente à Alesp, por risco de rompimento de gradis e tapumes, o que poderia causar acidentes graves.
Apesar dos alertas, a PM relatou dificuldades na ampliação da estrutura de contenção, como o aumento do número de gradis, demanda que, segundo a SPTuris, não pôde ser atendida por limitações contratuais.
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