Jornalista foi preso e assassinado em 1975, após ser convocado pelo Exército para prestar esclarecimentos

William Oliveira Publicado em 19/03/2025, às 09h15
Nesta terça-feira (18), o governo brasileiro oficializou o reconhecimento póstumo de Vladimir Herzog como anistiado político. A decisão foi publicada no Diário Oficial pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Herzog, jornalista respeitado, foi vítima da repressão da ditadura militar. Preso, torturado e assassinado em 1975, em São Paulo, ele havia sido convocado pelo Exército para prestar esclarecimentos sobre supostas ligações com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sua morte ocorreu nas instalações do DOI-Codi.
Além da anistia simbólica, o governo concedeu reparação econômica vitalícia à viúva de Herzog, Clarice Herzog. A Justiça Federal determinou um benefício mensal de R$ 34.577,89, valor equivalente ao salário que ele recebia como diretor de jornalismo da TV Cultura.
A decisão foi proferida pelo juiz Anderson Santos da Silva, da 2ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, que atendeu a um pedido de tutela provisória de urgência em 31 de janeiro.
A União ainda pode recorrer da decisão. Em abril do ano passado, a Comissão de Anistia já havia reconhecido por unanimidade Clarice como anistiada política, em razão da perseguição que sofreu ao buscar justiça pela morte do marido.
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