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CONCESSÃO

Governo de SP bate o martelo e concede 143 escolas à gestão privada

Com a autorização do STF, o governo de SP pode avançar com a privatização das escolas; decisão segue um plano de Parcerias Público-Privadas

Proposta de concessão inclui reformas e ampliações, mas enfrenta questionamentos sobre a autonomia escolar - Imagem: Reprodução / Freepik
Proposta de concessão inclui reformas e ampliações, mas enfrenta questionamentos sobre a autonomia escolar - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 01/04/2025, às 11h49


O governo do estado de São Paulo autorizou a publicação do edital para a concessão da gestão de 143 escolas públicas à iniciativa privada. A decisão foi formalizada em uma ata divulgada no Diário Oficial nesta terça-feira (1º).

O documento estabelece que serão realizados os trâmites necessários para viabilizar a concessão patrocinada, abrangendo reforma, operação e manutenção das unidades escolares da rede estadual.

A reunião que definiu a medida contou com a participação do vice-governador Felício Ramuth (PSD) e de secretários de Estado, incluindo Arthur Lima (Casa Civil), Rafael Benini (Parcerias e Investimentos) e Natália Resende (Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística).

A proposta de conceder a gestão administrativa das escolas havia sido anunciada pelo governo em outubro do ano passado. As instituições envolvidas estão localizadas nas diretorias regionais de ensino das regiões centro-oeste e leste da capital paulista.

O plano prevê que a empresa vencedora do leilão assuma a manutenção, conservação e administração das escolas, além de possíveis ampliações nas unidades.

A iniciativa faz parte do programa de Parcerias Público-Privadas (PPP) Novas Escolas, lançado na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que inclui a construção de 33 novas unidades estaduais por meio de concessionárias. O projeto, porém, enfrentou questionamentos judiciais sobre a possível interferência do setor privado na autonomia pedagógica das escolas.

Recentemente, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), reverteu uma decisão da Justiça paulista que havia suspendido o decreto estadual sobre as privatizações. Com essa nova determinação, o governo pode prosseguir com o leilão realizado em novembro do ano passado e avançar com as concessões.


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