Projeto prevê 19 estações e ligação inédita entre Cotia e a capital paulista, passando por Osasco e conectando a futura linha à Linha 2-Verde do metrô.

Ana Beatriz Publicado em 18/05/2026, às 11h39
O Governo de São Paulo aprovou o estudo de viabilidade para a Linha 22-Marrom do metrô, que ligará Cotia e Osasco à estação Linha 2-Verde em Sumaré, representando um avanço significativo na mobilidade urbana da região metropolitana.
Com 19 estações planejadas, a nova linha visa reduzir o tempo de deslocamento de passageiros que atualmente dependem de ônibus e enfrentam congestionamentos nas rodovias Raposo Tavares e Castello Branco.
Apesar da aprovação, o projeto ainda enfrenta desafios técnicos e burocráticos, e a Companhia do Metropolitano de São Paulo deve obter licenças adicionais antes do início das obras, cuja data ainda não foi definida.
O Governo do Estado de São Paulo aprovou o estudo de viabilidade para a implantação da futura Linha 22-Marrom do metrô, projeto que pretende conectar os municípios de Cotia e Osasco à estação Linha 2-Verde, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste da capital paulista.
A decisão foi aprovada durante sessão ordinária realizada no dia 11 de maio, mas a publicação oficial ocorreu apenas nesta segunda feira (18), por meio do Diário Oficial do Estado. A medida representa um avanço importante para um dos projetos de mobilidade urbana mais aguardados da Região Metropolitana de São Paulo.
De acordo com o projeto preliminar, a Linha 22-Marrom contará com 19 estações ao longo do trajeto, ligando Cotia à capital paulista. O percurso também incluirá duas estações na cidade de Osasco, ampliando a integração entre municípios da região oeste da Grande São Paulo e a malha metroviária da capital.
A futura linha tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento de milhares de passageiros que atualmente dependem principalmente de ônibus e do trânsito intenso das rodovias Raposo Tavares e Castello Branco para acessar São Paulo diariamente.
Além de beneficiar moradores de Cotia e Osasco, o projeto também deve impactar diretamente cidades vizinhas da região metropolitana, contribuindo para desafogar corredores viários e ampliar as opções de transporte público sobre trilhos.
Apesar da aprovação dos estudos de viabilidade, o governo estadual destacou que ainda existem ressalvas técnicas e burocráticas antes da execução definitiva do projeto. Segundo a publicação oficial, plantas, documentos e estudos digitais ou impressos só terão validade se estiverem acompanhados da aprovação também publicada no Diário Oficial.
O texto ainda reforça que a autorização concedida pelo governo estadual não dispensa o Companhia do Metropolitano de São Paulo da necessidade de obter licenças e aprovações junto aos demais órgãos competentes envolvidos no empreendimento.
Especialistas em mobilidade urbana avaliam que a Linha 22-Marrom pode se tornar uma das expansões mais estratégicas da rede metroviária paulista, principalmente pela forte demanda de deslocamento existente no eixo da Raposo Tavares, região historicamente afetada por congestionamentos diários.
Ainda não há previsão oficial para início das obras ou conclusão da linha. O avanço para as próximas etapas dependerá de aprovações ambientais, análises técnicas complementares, orçamento e definição do modelo de execução do projeto.
A proposta integra os planos de expansão do sistema metroferroviário paulista, que busca ampliar a cobertura do transporte público e melhorar a conexão entre municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
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