Diário de São Paulo
Siga-nos
Carnaval de Rua

Foliona se machuca ao escalar semáforo para fugir de superlotação em bloco de Calvin Harris

Tumulto na Rua da Consolação fez dezenas passarem mal; vítima relata pânico e cobra melhor organização

Foliona sobe em semáforo na Rua da Consolação para fugir da superlotação durante bloco com show de Calvin Harris, no Centro de São Paulo. - Imagem:  Arquivo pessoal
Foliona sobe em semáforo na Rua da Consolação para fugir da superlotação durante bloco com show de Calvin Harris, no Centro de São Paulo. - Imagem: Arquivo pessoal

Redação Publicado em 09/02/2026, às 11h30


Um evento de pré-Carnaval em São Paulo, que contava com a presença do DJ Calvin Harris, resultou em tumulto e ferimentos, incluindo uma coordenadora de marketing que se machucou ao escalar um semáforo para escapar da multidão superlotada.

A superlotação gerou cenas de pânico, com foliões passando mal e congestionando vias que deveriam estar liberadas, além de relatos de falta de sinalização e organização por parte dos moradores da região.

Apesar das críticas, o prefeito Ricardo Nunes considerou o evento um sucesso e afirmou que a infraestrutura de segurança foi adequada, embora a situação levante questões sobre o controle de público e a comunicação em grandes eventos.

O que era para ser festa virou medo. A coordenadora de marketing Lara Faria, de 27 anos, se feriu ao escalar um semáforo para escapar da multidão durante o bloco patrocinado pela Skol, que teve como atração principal o DJ Calvin Harris, no domingo (8), na Rua da Consolação, região central da capital.

A superlotação causou tumulto e fez com que dezenas de foliões precisassem de atendimento após passarem mal. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram grades sendo derrubadas e pessoas tentando se deslocar em sentidos opostos, aumentando o risco de acidentes.

Segundo Lara, o plano era encontrar amigos na estação Higienópolis-Mackenzie, cuja saída fica justamente no trajeto do bloco. Ao deixar a estação, ela se deparou com uma massa de pessoas comprimidas — o trio elétrico ainda não havia passado pelo trecho.

“Comecei a escalar o poste e subi em cima do semáforo. Olhava para baixo e via pessoas passando mal, sendo empurradas. Quando a situação melhorou um pouco, desci e percebi que a perna estava toda ralada. Foram cenas de terror”, relatou.
A foliona disse ainda que funcionários do metrô chegaram a fechar os portões da estação para evitar o colapso no acesso. “Todo mundo ficou enlatado, sendo espremido. As pessoas iam e voltavam no contrafluxo. Entrei em pânico”, afirmou.

Moradores da região também relataram falta de sinalização e organização. Com a superlotação, foliões ocuparam vias inicialmente liberadas para carros, o que ampliou o congestionamento e a sensação de descontrole no entorno do evento.

Prefeitura avalia evento
Questionado sobre as ocorrências, o prefeito Ricardo Nunes classificou o primeiro fim de semana do pré-Carnaval como “um sucesso”, citando o volume de público e afirmando que não houve casos graves.

“Em grandes eventos, sempre fazemos avaliações para melhorar. A infraestrutura de segurança e saúde foi perfeita”, disse.

Apesar da avaliação oficial, relatos como o de Lara reforçam o debate sobre limites de público, controle de fluxo e comunicação em megablocos que concentram milhares de pessoas em vias centrais.


últimas notícias