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Policia

Esquema de fraudes empresariais é alvo de operação em SP

Quadrilha usava dados reais para aplicar golpes em fornecedores e fazia compras de alto valor sem pagar

Investigação começou após denúncia de uso indevido de dados empresariais. - Imagem: Divulgação/Polícia Civil de SP.
Investigação começou após denúncia de uso indevido de dados empresariais. - Imagem: Divulgação/Polícia Civil de SP.

Erika Osti Publicado em 09/04/2026, às 14h15


A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quinta-feira (9) uma operação contra uma quadrilha especializada em fraudes financeiras que causaram prejuízos milionários a empresas de diferentes setores. A ação ocorreu nas cidades de Ribeirão Preto e Limeira, no interior paulista, onde são cumpridos nove mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de quatro veículos adquiridos com dinheiro obtido por meio do esquema criminoso.

As investigações começaram há cerca de oito meses, depois que uma empresa procurou a polícia ao perceber que seus dados estavam sendo usados indevidamente. A partir da denúncia, agentes da 3ª Delegacia de Investigações Gerais, ligada ao Deic, conseguiram identificar uma estrutura organizada e sofisticada voltada à aplicação de golpes contra fornecedores, principalmente nos setores de agropecuária e materiais de informática.

Segundo a apuração, os criminosos criavam empresas fictícias e utilizavam informações reais de companhias idôneas para realizar compras de alto valor. Os pedidos eram feitos com prazos de pagamento entre 30 e 60 dias, o que permitia a entrega dos produtos antes da compensação dos boletos. O golpe só era descoberto quando os pagamentos não eram efetuados.

Para dar credibilidade às negociações, o grupo utilizava nomes, dados cadastrais e até endereços eletrônicos de empresas legítimas. Entre os itens adquiridos estavam equipamentos como ar-condicionado, dispositivos eletrônicos e até empilhadeiras. Em muitos casos, as vítimas só percebiam a fraude ao receber cobranças por compras que nunca realizaram.

A investigação também revelou o uso de estratégias para dificultar o rastreamento. Os suspeitos operavam com e-mails falsos, linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e recorriam a entregas em locais abertos ou intermediadas por transportadoras acionadas por aplicativos.

Com autorização judicial, houve quebra de sigilo telemático, o que permitiu rastrear os acessos utilizados pelos criminosos e identificar os endereços ligados ao grupo. Um dos principais suspeitos, de 29 anos, apontado como coordenador do esquema, já foi identificado, mas ainda não foi localizado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam documentos, cheques, cartões e equipamentos eletrônicos que podem ajudar a aprofundar as investigações. O caso segue sob responsabilidade da 3ª DIG, que trabalha para identificar outros integrantes da quadrilha e possíveis vítimas do golpe.


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