Iniciativa do CPB e Secretaria da Educação visa promover práticas esportivas inclusivas em 75 escolas estaduais de São Paulo

William Oliveira Publicado em 15/05/2025, às 08h41
Um novo programa voltado à inclusão de alunos com deficiência será implementado em 75 escolas estaduais de São Paulo, por meio de um convênio entre a Secretaria da Educação e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A iniciativa, que começa ainda em 2025, visa promover práticas esportivas paralímpicas, incentivando a participação dos estudantes e, potencialmente, revelando novos talentos no cenário esportivo.
Com um investimento de R$ 49,3 milhões ao longo de quatro anos, o projeto será custeado pelo governo estadual. A formalização da parceria está prevista para publicação no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (14).
A proposta integra o programa Escola Mais Inclusiva, desenvolvido pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o objetivo de aprimorar métodos pedagógicos que promovam a inclusão de alunos com deficiência na rede pública.
Segundo Vinícius Neiva, secretário executivo da Educação, a parceria com o CPB pretende utilizar o esporte como ferramenta de motivação e desenvolvimento de habilidades. “As escolas funcionarão como centros de triagem. Se um aluno com deficiência demonstrar talento, ele poderá ser encaminhado para equipes de alto rendimento”, afirmou Neiva.
O projeto será estruturado com quatro atividades semanais, cada uma com 90 minutos de duração. O CPB será responsável por contratar instrutores e coordenadores, que conduzirão as práticas esportivas. As modalidades serão adaptadas para incluir tanto alunos com deficiência quanto os sem deficiência. Por exemplo, estudantes sem deficiência poderão usar vendas para participar de jogos voltados para cegos, como o futebol para deficientes visuais.
Além disso, os alunos com deficiência que se destacarem poderão ser convidados a participar dos Centros de Referência Paralímpico Brasileiro e competir em eventos oficiais. O CPB fornecerá materiais especializados, como bolas de guizo e kits de bocha adaptados.
As atividades poderão ser realizadas no contraturno das aulas em escolas com jornada parcial ou dentro da grade curricular nas unidades de tempo integral. Também está prevista a capacitação de professores de educação física da rede estadual, para que as modalidades paralímpicas passem a integrar o cotidiano escolar.
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