Amanda Almeida foi assassinada pelo ex-marido, Carlos Ribeiro, na semana anterior; buscas haviam sido encerradas após seis dias de operações

William Oliveira Publicado em 30/05/2025, às 08h42
Na manhã desta quinta-feira (29), o Corpo de Bombeiros de São Paulo localizou o corpo de Amanda Almeida, vítima de feminicídio. Ela havia sido assassinada pelo ex-marido, Carlos Ribeiro, na semana anterior. O corpo foi encontrado na barragem Edgar de Souza, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, enrolado em um lençol.
As buscas por Amanda haviam sido encerradas após seis dias de operações intensas. No entanto, uma ligação feita por um transeunte à Central 193 dos bombeiros levou à reabertura das buscas e à localização do corpo.
Um irmão de Amanda esteve no local e confirmou a identidade da vítima.
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, logo após a localização do corpo, policiais civis do 4º Distrito Policial de Osasco se deslocaram até a cena do crime. Eles acompanham os trabalhos periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) e pelo Instituto de Criminalística (IC), que devem confirmar oficialmente a identidade da vítima e os detalhes do crime.
Pelo menos quatro viaturas da Polícia Militar e duas dos bombeiros foram mobilizadas para preservar a cena até a conclusão da perícia.
O crime
Amanda foi assassinada no dia 19 deste mês, logo após retornar de uma festa com amigos. Carlos Ribeiro, seu ex-marido, foi preso dois dias depois, após confessar o crime. Seu irmão, Fernando Ribeiro, também foi detido, acusado de auxiliar na ocultação do cadáver.
O relacionamento entre Carlos e Amanda havia terminado cerca de dois meses antes. O casal tinha três filhos, que não estavam presentes na residência no momento do crime.
A mãe da vítima, Eliana Almeida, expressou indignação em entrevista: “Agora meu ex-genro mata ela, e o irmão ainda ajuda a colocar dentro de um saco, como se fosse lixo, e jogar fora.”
A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois irmãos, que seguem detidos sem prazo definido para liberação. Ambos foram indiciados por feminicídio e ocultação de cadáver.
Durante as investigações, Carlos afirmou ter estrangulado Amanda e, em seguida, chamado Fernando para ajudá-lo a esconder o corpo. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens saem da casa da vítima carregando o que parece ser um corpo enrolado em um lençol. Segundo a polícia, as imagens mostram Carlos e Fernando.
Após a ação, os irmãos colocaram o corpo no porta-malas do carro de Carlos e seguiram até a Ponte Piracema, onde lançaram o cadáver no Rio Tietê, na divisa entre Barueri e Carapicuíba.
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