Diário de São Paulo
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INVESTIGAÇÃO

Caso Ruy Ferraz: descubra quem são os 10 suspeitos detidos por morte de ex-delegado

Ruy Ferraz Fontes foi morto com 12 tiros de fuzil na noite do dia 15 de setembro, na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo

Descubra quem são os 10 suspeitos detidos por morte de ex-delegado - Imagem: Reprodução / TV Globo
Descubra quem são os 10 suspeitos detidos por morte de ex-delegado - Imagem: Reprodução / TV Globo

William Oliveira Publicado em 04/11/2025, às 13h13


A Polícia Civil anunciou, na noite de segunda-feira (3), a prisão de mais um suspeito no caso do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro no litoral paulista. Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, conhecido como Penépole ou Fiel, é o décimo detido nas investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Até o momento, dez pessoas foram capturadas, duas permanecem foragidas e um terceiro suspeito morreu em confronto com as autoridades.

Suspeitos já presos:

  1. Marcos Augusto Rodrigues Cardoso (Penépole/Fiel, 36 anos): Membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), estaria entre os ocupantes do veículo Logan Branco que perseguiu Ruy Ferraz. Ele teria convocado os atiradores que dispararam 12 tiros de fuzil contra o ex-delegado;
  2. Luiz Henrique Santos Batista (Fofão): Preso em São Vicente em 19/09, responsável pela logística e apoio a um dos fugitivos após o crime;
  3. Willian Silva Marques (36 anos): Proprietário da residência em Praia Grande de onde teria sido retirado o fuzil usado no crime; preso em 21/09;
  4. Dahesly Oliveira Pires: Única mulher entre os presos, acusada de transportar um fuzil; detida em 17/09, residente em Diadema;
  5. Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar): Entregou-se à polícia em 20/09, considerado um dos atiradores do assassinato;
  6. Felipe Avelino da Silva (Mascherano): Preso em Cotia em 6/10; DNA encontrado em um dos veículos usados na ação criminosa;
  7. Danilo Pereira Pena (Matemático): Preso por supostamente organizar a movimentação dos suspeitos; apresentou-se à polícia como jogador de futebol;
  8. Cristiano Alves da Silva (Cris Brow): Acusado de ser proprietário da casa utilizada pela quadrilha para planejamento e apoio logístico após o crime;
  9. José Nildo da Silva: Detido em Itanhaém em 20/10; considerado um dos atiradores, foi encontrado armado e com colete à prova de balas;
  10. Paulo Henrique Caetano Sales (PH): Proprietário de uma das casas usadas pelos criminosos; preso recentemente durante operação policial.

Foragidos:

  • Flávio Henrique Ferreira de Souza: DNA identificado em um dos carros utilizados no crime.
  • Luis Antonio Rodrigues de Miranda: Suspeito de ter ordenado a busca por armamentos usados na execução.

As investigações indicam ligação direta entre o PCC e o assassinato de Ruy Ferraz Fontes, que tinha longa carreira na Polícia Civil e era reconhecido por combater o crime organizado. Mesmo após se aposentar em 2023, o ex-delegado continuou sendo alvo de ameaças.

O atentado aconteceu quando Ruy saía da Prefeitura de Praia Grande, onde atuava após deixar a Polícia Civil. Câmeras de segurança registraram o monitoramento constante que ele sofria antes do ataque.

A polícia segue analisando as evidências coletadas nas residências ligadas aos suspeitos

Quem era Ruy Ferraz?

Ruy Ferraz Fontes - Imagem: Divulgação / Alesp
Ruy Ferraz Fontes - Imagem: Divulgação / Alesp

Com 40 anos de carreira na Polícia Civil, Ruy Ferraz construiu trajetória respeitada. Atuou no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e no Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), chegando ao cargo de Delegado Geral da Polícia Civil. Também foi professor na Academia de Polícia e, atualmente, ocupava a Secretaria de Administração de Praia Grande.

Especialista em investigações contra o crime organizado, participou diretamente das ações contra o PCC desde os anos 2000. Em 2019, chegou a ser ameaçado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção.

Após se aposentar da Polícia Civil, Ruy Ferraz atuava como secretário de administração de Praia Grande e já havia sobrevivido a tentativas de assassinato devido às suas investigações rigorosas contra organizações criminosas.


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