Eduardo de Moura Castro é acusado de abusos sexuais e agressões pela ex-companheira e pela enteada durante o casamento

William Oliveira Publicado em 03/06/2025, às 12h34
O capitão Eduardo de Moura Castro, que integra o Comando de Policiamento Metropolitano da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CPM-PMESP), enfrenta graves acusações de estupro, estupro de vulnerável e violência doméstica. As denúncias foram formalizadas pela sua ex-companheira em boletins de ocorrência e na Corregedoria da PM.
Segundo os relatos da mulher, Eduardo teria abusado sexualmente da enteada durante o período em que estavam casados, de 2016 a 2021. Na época dos supostos abusos, a criança tinha entre cinco e seis anos.
Além das acusações envolvendo a enteada, o capitão é também acusado de agredir fisicamente a ex-companheira e forçá-la a ter relações sexuais sob coação emocional. De acordo com os relatos dela, Eduardo teria afirmado que a via chorando a deixava "excitado".
Divórcio e guarda dos filhos
O processo de separação entre o casal teve início em 2021, quando a mulher obteve uma medida protetiva contra Eduardo. Embora essa medida tenha sido posteriormente suspensa, o capitão buscou judicialmente a guarda temporária dos filhos do casal, que atualmente têm seis e oito anos.
A ex-companheira relatou que ele manipulou áudios e vídeos para alegar que ela apresentava problemas psicológicos, visando desqualificá-la como mãe. Segundo suas palavras, tal comportamento foi uma forma de vingança pela denúncia que fez contra ele. Até o presente momento, a guarda provisória das crianças permanece com Eduardo, mas a mulher espera que isso mude com o desfecho do processo judicial em andamento.
Em suas declarações, ela expressou sua dor ao ver os filhos apenas a cada quinzena: "Eu passei por tudo isso e ainda vejo meus filhos a cada 15 dias. Você imagina o meu sofrimento como mãe?".
Gravidade das acusações
A mãe tomou conhecimento sobre os abusos sexuais sofridos pela filha durante uma audiência relacionada ao divórcio. O pai biológico da adolescente revelou ao juiz que os abusos ocorreram durante todo o tempo em que Eduardo esteve casado com sua mãe. Após essa audiência, a mãe conversou com a filha, que agora tem 14 anos, e ela confirmou as agressões.
As duas compareceram à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em abril para relatar que a menina recebeu mensagens inapropriadas de um número desconhecido no WhatsApp. As vestimentas descritas pela adolescente eram similares às usadas por Eduardo durante seu relacionamento com a mãe.
A mãe forneceu detalhes alarmantes sobre os abusos sofridos pela filha. Segundo seu relato, enquanto praticavam jiu-jitsu em casa, o capitão teria se aproveitado para realizar toques inapropriados na menina. A garota chegou a expressar dor durante esses episódios, mas não sabia como reagir diante da situação.
Agressões à ex-companheira
Além dos abusos direcionados à enteada, Eduardo também é acusado de agredir sua ex-companheira fisicamente ao longo do relacionamento. Em um episódio particularmente grave, enquanto ela estava grávida de seis meses do filho mais novo, Eduardo teria sido violento a ponto de provocar lesões significativas.
A mulher relatou que após uma das agressões ele se apressou em levá-la ao hospital e ambos negaram que as lesões eram resultado de violência doméstica. A ex-companheira lembrou-se da pressão emocional exercida por Eduardo para não contar ao médico sobre o ocorrido.
A mulher ainda relatou ter sofrido estupros ao longo do casamento. Por não entender inicialmente que se tratava de um crime devido à dinâmica do casal, somente ao discutir os abusos sofridos pela filha com seu advogado foi que reconheceu a gravidade da situação: "Ele fechava a porta do quarto e eu continuava lá, chorando".
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