Show no Allianz Parque marca estreia do artista no país com estádio lotado e momentos de interação com o público

Erika Osti Publicado em 21/02/2026, às 09h00
No auge da carreira, Bad Bunny transformou sua primeira passagem pelo Brasil em um evento de grandes proporções.O cantor porto-riquenho lotou o Allianz Parque, em São Paulo, na sexta-feira (20), e repetiu o feito no sábado (21), com ingressos esgotados e consolidou uma onda de popularidade que também se reflete nas plataformas de streaming e nas redes sociais.
Visivelmente emocionado diante do estádio cheio, Benito Antonio Martínez Ocasio agradeceu ao público logo no início e arriscou frases em português. Disse estar feliz por finalmente realizar o sonho de visitar o país e foi respondido com coros constantes ao longo das cerca de duas horas e meia de apresentação.
A turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” aposta em uma experiência mais musical do que pirotécnica. Acompanhado por 17 músicos, incluindo sexteto de sopros e backing vocals, Bad Bunny entregou um repertório que mistura reggaeton, trap, salsa e pop latino. O resultado foi um baile coletivo que teve picos de euforia com faixas como “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola” e “Baile Inolvidable”.
Um dos momentos mais comentados foi a passagem pela “Casita”, estrutura montada no meio da pista para simular uma varanda porto-riquenha. Vestindo a camisa da seleção brasileira de 1962, o artista transformou o espaço em uma festa dançante e aproximou-se fisicamente dos fãs. Parte do público, porém, relatou dificuldade para enxergar o trecho devido à altura do palco secundário.
O impacto da visita já aparece nos números. Após nunca ter figurado entre os 50 artistas mais ouvidos do Spotify no Brasil, Bad Bunny chegou recentemente ao 12º lugar e se manteve como o estrangeiro mais tocado no país. No YouTube, também lidera entre nomes internacionais.
Analistas apontam que a forte exposição no Super Bowl, somada à repercussão nas redes e ao discurso de valorização da identidade latina, ajudou o cantor a furar a tradicional resistência do mercado brasileiro a artistas de fora. Trabalhos como “Un Verano Sin Ti” e o novo “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” consolidaram essa fase mais diversa, que ampliou seu alcance para além do reggaeton.
Em São Paulo, o tom político apareceu de forma mais suave. Bad Bunny preferiu destacar a união entre Brasil, Porto Rico e América Latina. Ao final, deixou o recado que resumiu a noite: era um show para dançar, celebrar e sentir junto. Pelo menos no Allianz Parque, e o público comprou a ideia.
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