Influenciador de 22 anos foi encontrado morto no apartamento onde morava, na Zona Leste da capital paulista

Letícia Sales Publicado em 25/05/2026, às 13h15
O atestado de óbito do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, apontou que a causa da morte foi uma cardiomiopatia hipertrófica, doença que provoca o espessamento anormal do músculo do coração e pode levar a complicações graves, incluindo morte súbita.
Gabriel foi encontrado sem vida no último sábado (23) dentro do apartamento onde morava, no bairro da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. O corpo será cremado nesta segunda-feira (25) em uma cerimônia reservada apenas para familiares próximos.
Segundo especialistas, a cardiomiopatia hipertrófica é uma condição geralmente hereditária e genética, que dificulta o bombeamento de sangue pelo coração. Médicos também apontam que o uso de anabolizantes pode agravar o quadro, embora ainda não exista confirmação oficial de que o jovem utilizava esse tipo de substância.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso segue sendo investigado e que a polícia aguarda os laudos complementares do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer completamente as circunstâncias da morte.
Gabriel foi encontrado por um amigo após familiares demonstrarem preocupação por não conseguirem contato com ele desde a noite de quinta-feira (21).
De acordo com o boletim de ocorrência, o amigo foi até o prédio onde o influenciador morava depois de receber mensagens da família. Funcionários do condomínio informaram que Gabriel estava dentro do apartamento, mas não respondia às tentativas de contato.
Como as luzes estavam acesas e ninguém atendia, a porta do imóvel foi arrombada com a ajuda dos funcionários do prédio. O fisiculturista foi encontrado caído de bruços na cozinha, já sem vida.
Ainda segundo o registro policial, Gabriel apresentava o rosto avermelhado e havia presença de sangue, mas não foram encontrados sinais aparentes de violência ou indícios de luta dentro do apartamento.
A Polícia Militar foi acionada pelo amigo que encontrou o corpo, e o caso acabou registrado inicialmente como morte suspeita no 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.
Durante a perícia, agentes apreenderam diversos medicamentos encontrados no imóvel, incluindo substâncias que podem ser anabolizantes. O apartamento, no entanto, estava organizado e sem sinais de invasão ou crime.
Em depoimento, o amigo relatou que conhecia Gabriel havia cerca de quatro anos e que os dois trabalhavam juntos. O último encontro entre eles aconteceu na noite de quinta-feira, em uma academia na Mooca, onde conversaram rapidamente.
A mãe do jovem, Clarisse Ganley Christophe, contou à polícia que havia falado com o filho pela última vez também na quinta-feira e afirmou que ele não demonstrava problemas de saúde ou sintomas preocupantes. Segundo ela, Gabriel não possuía histórico conhecido de doenças cardíacas.
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