Vítimas foram mortas a tiros durante uma discussão em frente a um restaurante; autor dos disparos, também médico, está preso e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Ana Beatriz Publicado em 18/01/2026, às 09h05
Os dois médicos mortos a tiros na última sexta-feira (16), em frente a um restaurante em Alphaville, na Grande São Paulo, serão enterrados neste domingo (18). As vítimas, Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35, foram atingidas após uma discussão que, segundo a polícia, teve como pano de fundo uma disputa por contratos de gestão hospitalar.
Luís Roberto, cardiologista que atuava em um hospital municipal de Barueri, foi atingido por oito disparos. O velório ocorre pela manhã, e o sepultamento está previsto para as 12h, no Cemitério Municipal de Rafard, no interior paulista.
Vinicius, que trabalhava em unidades de saúde de Cotia e havia atuado em hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19, foi atingido por dois disparos. O velório acontece a partir das 10h, na Avenida Dom Pedro I, na Vila Osasco, e o sepultamento está marcado para as 14h, no Cemitério Santo Antônio, em Osasco. Ele deixa esposa e um filho de um ano e meio.

O autor dos disparos, Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos, também médico, foi preso em flagrante logo após o crime e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele está detido na cadeia pública de Carapicuíba. Com ele, a polícia apreendeu uma pistola, cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos e cerca de R$ 16 mil em dinheiro, que passarão por perícia.

De acordo com a Polícia Civil, câmeras de segurança registraram toda a sequência. As imagens mostram Carlos se aproximando das vítimas no interior do restaurante, uma troca de agressões e, posteriormente, os disparos já do lado de fora, quando Luís e Vinicius deixavam o local. A ação durou poucos segundos.
O delegado responsável pelo caso afirmou que Carlos possuía registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), mas não tinha porte de arma, o que torna o uso do armamento ilegal. A investigação apura ainda como o atirador teve acesso à arma após uma revista inicial feita por agentes acionados ao local.
A motivação apontada até o momento envolve desentendimentos antigos por contratos de licitação na área da saúde. Novos depoimentos devem ser colhidos nos próximos dias.
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